— Tá bom.
Antônio Noé voltou a perguntar:
— Você vai ficar quantos dias aqui em Cidade Capital? Por que não espera por mim e voltamos juntos para Cidade R no dia 6?
— Amanhã, depois do almoço com você, volto para a faculdade.
O anel da exposição de joias da Vca ainda não estava pronto, ela precisava voltar para terminar o trabalho.
Assim que desligou o telefone, Zoé Santos voltou para o sofá.
Pedro Soares olhou para ela e perguntou:
— Vai embora amanhã, irmã?
Zoé assentiu com a cabeça.
Nesse momento, a governanta apareceu com alguns petiscos e colocou-os diante de Zoé. Na mão, trazia dois ingressos.
— Sr. Tomás, estes são ingressos para o concerto da maestrina Maria Clara, presente do Teatro Municipal de Cidade Capital.
Pedro Soares estendeu a mão:
— Deixa comigo, Henrique não gosta dessas coisas, vou levar a Olívia Farias para assistir.
Antes que Pedro tocasse nos ingressos, Henrique Farias os puxou rapidamente.
— Ué? — Pedro olhou, intrigado.
— Quem disse que não tenho interesse? — Henrique respondeu preguiçosamente, entregando os ingressos a Zoé. — Vai querer assistir ao concerto de violoncelo? Essa apresentação promete.
— Promete muito! — Pedro não perdeu a chance de explicar sobre Maria Clara para Zoé. — Vocês já ouviram falar da família Dupont, de Cidade C, não é?
Maria Clara, aos sete anos, foi pupila de um dos membros da poderosa família Dupont de Cidade C, conhecido como o “Pai do Violoncelo”, Yulo Dupont.
Foi sua discípula mais brilhante.
Aos treze, Maria Clara já era uma violoncelista de fama internacional.
Com dezoito anos, tornou-se a mais jovem maestrina do Teatro Imperial de Cidade C.
Composições excepcionais, execuções ainda mais.
Atualmente, ela não só é diretora do Teatro Imperial de Cidade C, como também a mais renomada violoncelista do mundo — sem exagero.
Além disso, por conta do prestígio do mestre Yulo Dupont, Maria Clara é respeitada por todas as famílias de elite.
Pedro, no entanto, ouvira um boato: o discípulo favorito do “Pai do Violoncelo”, já aposentado, era o seu último aluno.
Esse último discípulo era um verdadeiro mistério, sem qualquer registro público.
Pedro até chegou a pedir para Daniel Farias investigar, mas não encontrou nada.
Quando se trata de pessoas de Cidade C, não conseguir informações é normal.
Sem contar que a relação entre Maria Clara e a família Dupont só era conhecida por poucas famílias em Cidade Capital.
Por isso, as famílias daqui faziam de tudo para conseguir uma vaga na seleção de aprendizes da maestrina Maria Clara.
Pedro terminou sua explicação para Zoé e disse:
— Irmã, não é todo dia que temos a chance de ver um concerto da Dra. Maria Clara. Que tal aproveitar essa oportunidade única?
Priscila Drummond também incentivou:
— Srta. Santos, perder esse concerto da Maria Clara seria realmente uma pena. Faz tempo que ela não se apresenta em Cidade Capital; recomendo fortemente que você vá!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...