Priscila Drummond lançou um olhar para o irmão, que estava colhendo o que plantou, e conteve o sorriso.
Virou-se, simpática, para cumprimentar Zoé Santos.
— Srta. Santos.
Zoé Santos respondeu com um aceno educado de cabeça.
Pedro Soares, ao ver a mesa de centro repleta de sacolas de marcas de luxo, arregalou os olhos, surpreso.
— Xingqiao, você foi possuída pela Olívia Farias?
Em toda Cidade Capital, ninguém gastava tanto quanto aquela esposa de casamento de fachada dele.
O recorde era sair para comprar e gastar duzentos milhões em uma única passada.
Pedro Soares nem ousava olhar para o saldo do cartão.
Priscila Drummond deu de ombros.
— Não fui eu que comprei, foi meu irmão que me arrastou para ajudar a escolher presentes para a Srta. Santos.
Ela estava quase noiva, atolada de compromissos.
Ela e Bernardo Pereira estavam em uma loja de vestidos de noiva, quando o irmão a puxou para o shopping, pedindo ajuda para escolher presentes de desculpas para uma moça.
Pedro Soares arqueou as sobrancelhas, sorrindo como quem assiste a um espetáculo.
Leandro Drummond olhou para Zoé Santos, com uma sinceridade transparente no rosto.
— Zoé, seu aniversário de dezoito anos foi um dia tão importante, mas eu não tive chance de lhe dar nada. Estes são presentes atrasados de aniversário.
Zoé Santos permaneceu em silêncio.
Pedro Soares foi até o sofá, sentou-se com ar de dono da casa e começou a mexer nos presentes.
Ao mesmo tempo, lançou uma provocação ao amigo:
— O aniversário da sua irmã já passou faz tempo, Leandro. Assim não dá, vai brincar sozinho no seu cantinho.
Leandro Drummond apertou os dentes e lançou-lhe um olhar atravessado.
Zoé Santos, com uma mão no bolso, fixou os olhos escuros em Leandro Drummond, tentando entender qual era o jogo dele.
Leandro Drummond ignorou Pedro Soares e começou a abrir os presentes.
Havia mochilas pretas de grifes renomadas.
Relógios de metal com pedras negras incrustadas, de marcas de alto luxo.
Produtos de cuidados para a pele, e roupas no estilo de Zoé Santos.
Um copo térmico, e uma caneta de aço incrustada com um diamante negro, valendo milhões.
Zoé Santos manteve a expressão neutra.
Quando Leandro Drummond abriu algumas caixas de madeira de jacarandá, explicou:
— Estes são ingredientes para os seus remédios, Zoé. Âmbar, ginseng, cogumelo reishi, sândalo...
O rosto normalmente impassível de Zoé Santos demonstrou um leve sinal de surpresa.
Pedro Soares exclamou, exagerando:
— Nossa! Leandro! Você se superou!
Essas coisas eram bem mais difíceis de encontrar do que aquelas marcas de luxo!
O que ele tinha da última vez já tinha usado para fazer remédios para a irmã, agora estava em falta.
Leandro Drummond preferiu ignorá-lo, voltando-se para Zoé Santos, sério e respeitoso:
— Espero que aceite, Zoé.
Zoé Santos ergueu o queixo na direção dos remédios e foi direta:
— Estes eu pago pelo valor de mercado. Quanto ficou? Eu faço uma transferência.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...