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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 277

Zoé Santos enxaguou rapidamente a espuma das mãos, pegou um guardanapo para secá-las, amassou o papel e o jogou no lixo. Suas pernas longas e elegantes a levaram para fora sem pressa, mantendo a postura serena.

Henrique Farias, com uma das mãos no bolso, estava encostado de maneira relaxada na parede, brincando com um isqueiro de metal entre os dedos longos e bem delineados.

Ao ver Zoé Santos retornar, o olhar de Henrique pousou sobre o rosto dela, que já recuperara a expressão fria de costume.

— Pequena estudante, já resolveu tudo? — perguntou ele, com um leve sorriso.

Zoé Santos lançou-lhe um olhar de soslaio, deixando claro que não tinha a mínima vontade de conversar, e passou por ele sem expressão.

Henrique Farias reprimiu uma risada.

Com os dedos, ele segurou de leve a barra do casaco dela, puxando-a suavemente. O tom era de leve frustração:

— Não fui eu quem pediu a verificação das câmeras. Cada um responde pelos seus atos, guardar rancor de mim não faz sentido, não acha?

Zoé Santos o fitou com seus olhos brilhantes, frios e diretos.

Henrique ergueu levemente as sobrancelhas, entendendo o recado.

Endireitou-se, inclinando-se um pouco para encarar Zoé Santos de cima, e falou com seriedade:

— A culpa foi minha, insisti para que você ficasse mais dois dias para assistir ao concerto.

Zoé Santos soltou um leve riso irônico, puxou de volta a barra do próprio casaco das mãos dele e saiu andando.

— …

Henrique, com suas pernas compridas, alcançou Zoé em poucos passos, agora mais humilde.

— Eu realmente errei, me desculpe. Que tal eu te pagar um lanche essa noite?

— Ainda não é o suficiente? Quer que eu dê uma surra no Pedro Soares de novo?

Zoé Santos permaneceu em silêncio.

…

Enquanto isso.

Maria Alice Pontes saiu do Teatro Cidade Capital e, ao entrar no carro, ligou imediatamente para o departamento de inteligência.

— Verifique as imagens das câmeras do teatro. Quero a lista de todos que entraram e saíram do camarim da mestre Maria Clara, os vídeos correspondentes e a lista de quem compareceu ao concerto hoje. Envie tudo para mim.

— Sim, Capital Maria Alice — respondeu prontamente a voz do outro lado da linha.

Logo, cinco arquivos chegaram ao celular de Maria Alice Pontes.

Os registros mostravam que, além do pessoal da associação de violoncelistas, apenas funcionários do Teatro Cidade Capital haviam entrado no camarim da mestre Maria Clara.

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