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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 278

Maria Alice Pontes tinha apenas vinte e três anos, mas já ocupava um cargo de destaque, sendo um dos principais talentos em formação no núcleo de gestão da Primeira Zona.

No futuro, ela seria a mão direita do Comandante Norberto.

Exceto por Henrique Farias.

Ela era indiscutivelmente a primeira colocada entre os jovens de toda a Cidade Capital.

Vovô Djalma a valorizava muito. Ao saber que ela iria visitá-lo, um sorriso de pura alegria iluminou seu rosto. Ele disse:

— Maria Alice, que gentileza sua! Ainda se lembra deste velho aqui. Que tal isso: amanhã à noite, eu convido você e seus pais para um jantar na Mansão dos Farias.

Maria Alice Pontes entendeu imediatamente que Henrique Farias também estaria presente no jantar.

Alcançando seu objetivo, ela sorriu levemente:

— Está ótimo, até amanhã, tio.

……

Na manhã seguinte.

Zoé Santos desceu as escadas sentindo o aroma forte de café preto.

Henrique Farias, vestindo uma roupa clara de ficar em casa, estava recostado no sofá e virou-se para olhá-la.

Havia um leve tom azulado sob os olhos dele, típico de quem vira a noite.

Mas Zoé Santos nunca o tinha visto assim antes.

Henrique Farias bateu levemente ao lado de uma pilha de provas já organizadas:

— Terminei de resolver suas provas. Venha conferir, Zoé.

Zoé Santos arqueou levemente as sobrancelhas e, preguiçosa, foi até ele de chinelos.

Sentou-se ao lado dele, pegou as provas e folheou rapidamente, sem muita paciência.

Guardou as provas na bolsa e se virou para ele:

— Você ficou a noite inteira resolvendo isso, não foi?

Seis matérias, quarenta e oito provas, seis folhas dobradas, frente e verso.

Mesmo copiando, era um trabalho e tanto.

Henrique Farias tomou um gole de café, cruzou as pernas com elegância e respondeu com tranquilidade:

— Terminei às quatro e meia da manhã, dormi três horas.

Zoé Santos sorriu de canto, com um tom de leve provocação:

— Obrigada, Sr. Henrique.

Os olhos de Henrique Farias se estreitaram levemente:

— Só isso?

— E o que mais você queria? — Zoé Santos retrucou.

Eles se encararam por dois segundos. Henrique Farias apenas assentiu com o queixo e sorriu de leve:

— Por enquanto, é só isso mesmo.

Zoé Santos não disse nada.

Henrique Farias então tirou a pulseira de ouro com um pequeno pingente do pulso dela.

Trocou a essência calmante no pingente.

Colocou a pulseira de volta nela.

— Depois do café da manhã, levo você ao aeroporto — Henrique Farias prendeu o fecho da pulseira. — Ainda tenho assuntos para resolver no terceiro porto militar. Só semana que vem vou conseguir ir à Cidade R para ver você.

Zoé Santos levantou o olhar, o rosto limpo e bonito:

— Ver o que, exatamente?

Henrique Farias arqueou uma sobrancelha, encarando aqueles olhos negros e tranquilos dela, e sorriu suavemente:

— Adivinha, Zoé.

Zoé Santos não sabia por que ele tinha começado a chamá-la só de “Zoé”.

Na boca de todos, o nome soava carregado de respeito, até medo. Mas vindo dele, mudava completamente o tom.

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