Maria Alice Pontes tinha apenas vinte e três anos, mas já ocupava um cargo de destaque, sendo um dos principais talentos em formação no núcleo de gestão da Primeira Zona.
No futuro, ela seria a mão direita do Comandante Norberto.
Exceto por Henrique Farias.
Ela era indiscutivelmente a primeira colocada entre os jovens de toda a Cidade Capital.
Vovô Djalma a valorizava muito. Ao saber que ela iria visitá-lo, um sorriso de pura alegria iluminou seu rosto. Ele disse:
— Maria Alice, que gentileza sua! Ainda se lembra deste velho aqui. Que tal isso: amanhã à noite, eu convido você e seus pais para um jantar na Mansão dos Farias.
Maria Alice Pontes entendeu imediatamente que Henrique Farias também estaria presente no jantar.
Alcançando seu objetivo, ela sorriu levemente:
— Está ótimo, até amanhã, tio.
……
Na manhã seguinte.
Zoé Santos desceu as escadas sentindo o aroma forte de café preto.
Henrique Farias, vestindo uma roupa clara de ficar em casa, estava recostado no sofá e virou-se para olhá-la.
Havia um leve tom azulado sob os olhos dele, típico de quem vira a noite.
Mas Zoé Santos nunca o tinha visto assim antes.
Henrique Farias bateu levemente ao lado de uma pilha de provas já organizadas:
— Terminei de resolver suas provas. Venha conferir, Zoé.
Zoé Santos arqueou levemente as sobrancelhas e, preguiçosa, foi até ele de chinelos.
Sentou-se ao lado dele, pegou as provas e folheou rapidamente, sem muita paciência.
Guardou as provas na bolsa e se virou para ele:
— Você ficou a noite inteira resolvendo isso, não foi?
Seis matérias, quarenta e oito provas, seis folhas dobradas, frente e verso.
Mesmo copiando, era um trabalho e tanto.
Henrique Farias tomou um gole de café, cruzou as pernas com elegância e respondeu com tranquilidade:
— Terminei às quatro e meia da manhã, dormi três horas.
Zoé Santos sorriu de canto, com um tom de leve provocação:
— Obrigada, Sr. Henrique.
Os olhos de Henrique Farias se estreitaram levemente:
— Só isso?
— E o que mais você queria? — Zoé Santos retrucou.
Eles se encararam por dois segundos. Henrique Farias apenas assentiu com o queixo e sorriu de leve:
— Por enquanto, é só isso mesmo.
Zoé Santos não disse nada.
Henrique Farias então tirou a pulseira de ouro com um pequeno pingente do pulso dela.
Trocou a essência calmante no pingente.
Colocou a pulseira de volta nela.
— Depois do café da manhã, levo você ao aeroporto — Henrique Farias prendeu o fecho da pulseira. — Ainda tenho assuntos para resolver no terceiro porto militar. Só semana que vem vou conseguir ir à Cidade R para ver você.
Zoé Santos levantou o olhar, o rosto limpo e bonito:
— Ver o que, exatamente?
Henrique Farias arqueou uma sobrancelha, encarando aqueles olhos negros e tranquilos dela, e sorriu suavemente:
— Adivinha, Zoé.
Zoé Santos não sabia por que ele tinha começado a chamá-la só de “Zoé”.
Na boca de todos, o nome soava carregado de respeito, até medo. Mas vindo dele, mudava completamente o tom.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...