O Reitor Ricardo se apressou ao encontro deles, cumprimentando com respeito:
— Sr. Roberto.
Ao dirigir o olhar para Maria Clara, o nervosismo de Ricardo aumentou visivelmente e ele saudou com ainda mais deferência:
— Dra. Maria Clara.
Maria Clara assentiu com a cabeça:
— Desculpe incomodá-lo, Reitor Ricardo.
— Imagina, de forma alguma... — respondeu Ricardo, quase tropeçando nas palavras.
Em seguida, ele se voltou para Henrique Farias e seu grupo:
— Sr. Henrique, Sr. Pedro, Sr. Leandro, Srta. Drummond...
Cada homem e mulher ali presente emanava uma aura de imponência.
Era uma sofisticação e influência que só famílias tradicionais e poderosas poderiam proporcionar, algo inatingível para a maioria das pessoas.
O Reitor Ricardo fez uma reverência cuidadosa, totalmente consciente de sua posição.
Pedro Soares, ao encontrar aquele grupo no aeroporto, já havia achado tudo aquilo um tanto absurdo.
De repente, havia gente suficiente ali para mais de duas mesas de jogo de cartas.
Pouco depois, os principais líderes da Cidade R, além de alguns empresários que frequentemente apoiavam financeiramente a Lumiar, foram chegando aos poucos.
João Passos e Henrique Farias cumprimentaram-nos cordialmente.
O Reitor Ricardo conduziu a multidão para dentro da escola.
Em dias normais, João Passos caminharia à frente.
Mas hoje, quem ia à frente eram a Dra. Maria Clara e Henrique Farias, com seus acompanhantes.
João Passos andava apenas ao lado, e os demais líderes da cidade, normalmente tão imponentes, dessa vez estavam visivelmente surpresos e contidos, sem ousar dizer nada.
Patrício Ortega observava aquela cena, abalado.
Ele nunca teria acesso àqueles herdeiros das grandes famílias, mas sabia, ainda que por alto, quem eram os clãs mais influentes da Cidade Capital.
Só de ouvir os sobrenomes, Patrício Ortega já imaginava que cada um tinha um peso maior que o outro.
E o mais impressionante: ali estava Maria Clara!
A Sol da Música era uma empresa voltada à música.
Patrício Ortega, portanto, sabia muito bem o quão alta era a posição de Maria Clara.
Dra. Maria Clara era uma renomada violoncelista, compositora e musicista, com uma reputação de origem influente.
Patrício Ortega acompanhava o grupo, visivelmente emocionado, e disse em voz baixa:
— Normalmente a gente nem chega perto de figuras desse calibre. Só por isso, já valeu a viagem!
Geraldo Santos olhava para o grupo cercado pela liderança da Lumiar.
Até o Reitor Ricardo estava se curvando diante deles.
Mesmo sem experiência, Geraldo logo percebeu que eram pessoas da mais alta elite.
Patrício Ortega resumiu para Geraldo Santos quem eram Henrique Farias e seus acompanhantes.
Geraldo Santos ficou boquiaberto.
As famílias Farias, Soares, Pereira e Drummond da Cidade Capital...
Patrício Ortega comentou:
— É uma ótima oportunidade para nos aproximarmos. Quem sabe conseguimos atrair investimentos do grupo M. Y.?
A Sol da Música estava prestes a entrar no ramo audiovisual.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...