A equipe de segurança da escola, membros do grêmio estudantil e voluntários do evento mantinham a ordem.
Mas nada podia conter os gritos entusiasmados dos estudantes —
— "Levi Silva! Bem-vindo, Levi Silva!"
Levi Silva observava aqueles jovens cheios de energia, contagiados pelo frescor da juventude, e sentia um turbilhão de inspiração em sua mente.
Na adolescência, qualquer coisa parecia se transformar numa história única.
Uma escola onde as atividades livres eram permitidas era realmente um lugar especial.
Pedro Soares lançou um olhar para trás, na direção de Levi Silva, e exclamou, surpreso:
— Caramba! Até o Levi Silva veio parar aqui?!
Os olhos de Priscila Drummond, herdeira da família Drummond, brilharam de empolgação:
— Depois vou pedir dois autógrafos: um para mim, outro para a Olívia Farias!
Pedro Soares sabia que Olívia Farias também era fã das músicas de Levi Silva, vivia ouvindo em casa.
Inicialmente, ele mesmo pensava em pedir um autógrafo, mas, já que Priscila Drummond ia cuidar disso para Olívia Farias, ele deixou pra lá.
De repente, Pedro Soares reparou no fone de ouvido preto de fio, pendurado no pescoço de Levi Silva, e ficou intrigado.
Chegou mais perto de Henrique Farias e comentou:
— Henrique, aquele fone do Levi Silva não te parece familiar?
Henrique Farias lançou um olhar discreto, seus olhos brilhantes se estreitando por um instante.
Pedro Soares pesquisou rapidamente aquele modelo com letras no celular e descobriu que era um produto oficial do Levi Silva.
Pensou consigo, admirado: Quem diria, aquela irmãzinha tão cheia de atitude era fã de carteirinha do Levi Silva, até comprou o mesmo modelo...
Henrique Farias, com uma das mãos no bolso, brincava com o isqueiro de metal entre os dedos longos, seu olhar ficando ainda mais profundo.
— Estrela.
Pedro Soares virou-se:
— Então pega três autógrafos, leva um pra sua irmã também.
Priscila Drummond fez um sinal de "OK" com a mão:
— Pode deixar.
A construção do Colégio Lumiar tinha custado uma fortuna; o campo de esportes era mais luxuoso que muitos ginásios da cidade.
Dos dois lados do campo, várias mesas longas estavam repletas de petiscos, doces e bebidas, à disposição dos estudantes.
Mas, naquele momento, ninguém parecia interessado nas guloseimas. Todos esticavam o pescoço para ver Levi Silva.
O Reitor Ricardo conduziu todos até a fileira da frente na arquibancada.
No gramado verde, sofás brancos e confortáveis haviam sido dispostos bem no centro, diante dos três enormes telões do palco principal.
Os convidados foram se acomodando em meio à agitação.
Henrique Farias, olhando as bebidas sobre a mesa, pegou uma lata de refrigerante, mas não se sentou.
Observou o campo, detendo o olhar na entrada de uma das áreas de descanso nos bastidores.
Com a lata na mão, caminhou decidido naquela direção, pegando o celular para mandar mensagem para Zoé Santos, perguntando onde ela estava.
Zoé Santos respondeu: [Sala de descanso número sete.]

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...