— Não brigamos, nem tivemos nenhum desentendimento. — Leonor sorriu radiante ao responder Marina, transbordando doçura enquanto falava. — Embora aquele bastardo do Vicente tenha espalhado alguns boatos sobre mim na frente do Augusto, ele não ficou nem um pouco bravo, pelo contrário, foi super compreensivo e ainda me pediu para cuidar bem da minha saúde. Mãe, sinto que o Augusto me ama ainda mais do que eu imaginava!
Quando Vicente revelou todos os seus segredos do passado, Leonor ficou nervosa e com muito medo. Chegou a rolar da maca hospitalar, sentando no chão para abraçar as pernas de Augusto enquanto chorava e pedia desculpas, explicando que antes era jovem e imatura, implorando para que ele não a abandonasse.
No entanto, Augusto a surpreendeu ao ajudá-la a se levantar com gentileza, pegando um lenço para enxugar suas lágrimas com cuidado enquanto dizia que não se importava e jamais a deixaria.
Por isso Leonor passou o dia inteiro controlando mal sua felicidade, voltando a acreditar que a frieza anterior de Augusto era apenas porque ele estava ocupado demais.
Mas ao ouvir as palavras de Leonor, Marina franziu a testa, preocupada.
Por mais generoso que um homem fosse, quando se tratava da mulher que amava, ele virava mesquinho, desconfiado e ciumento sem conseguir evitar.
Augusto não demonstrou nada disso. Seria porque amava demais, ou porque...
Marina franziu ainda mais a testa, mas tinha algo mais importante que Augusto para discutir. Após uma pausa, ela disse:
— Leonor, o que exatamente aconteceu neste acidente? Por que você foi atropelada desse jeito sem mais nem menos?
— Mãe, isso tudo é culpa da Margarida! — Exclamou Leonor.
No momento em que mencionou Margarida, toda a doçura desapareceu do rosto de Leonor, que tremeu de ódio.

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