KALEL
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Tomar um banho com água fervente seria mil vezes melhor do que lidar com o sentimento de culpa por ter me deixado levar pelo momento.
Os meus dedos ainda estavam molhados com a excitação da Sofia, o meu ímpeto estava abalado, e eu passei por outra luta pra não cair na besteira de lamber os meus dedos e sentir o gosto dela.
Eu fui até o banheiro, lavei as mãos, depois fui pegar outro short pra usar pois o meu estava todo melado.
O meu pênis ainda estava duro, e eu tentei tirar da cabeça a ideia de me masturbar.
— Como eu deixei isso chegar tão longe? E agora? Como vou conseguir controlar os hormônios de uma garota de 18 anos que provavelmente não conhece quase nada sobre uma vida sexual?
Falei pra mim mesmo enquanto me encarava no espelho.
Eu não sabia como eu iria explicar isso pra Valentina caso tudo viesse a tona, eu tinha medo da Sofia abrir a boca pra se vingar de mim, só pelo fato de eu não ter cedido aos desejos insanos dela.
Eu não podia mentir pra mim mesmo, ter uma garota novinha, com os peitos tão durinhos e com um corpo tão perfeito me levaria a loucura, mas nada me tirava da cabeça que aquilo era algo horrível de se fazer.
Eu deitei na cama e tentei voltar a dormir, e o fato de e eu estar muito cansado fez com que eu dormisse rápido.
Quando o dia amanheceu, fui tomado por uma ressaca moral, algo que eu passei a minha vida toda lutando pra nunca passar, eu tive um cuidado absurdo pra não cometer erros em nenhuma área da minha vida, e depois de adulto, estava fazendo escolhas irresponsáveis.
Eu levantei, me arrumei e desci pra tomar café da manhã, mas o que eu realmente queria era ir pro hospital sem precisar olhar pra cara da Sofia, mas algo precisava ser feito e depois do que aconteceu, eu precisava agir rápido antes que fosse tarde.
— Bom dia Mônica, as garotas ainda não desceram pra tomar café?
Perguntei a minha funcionária.
Mônica: Não senhor, devo chamá-las?
— Sim, faça isso por favor.
Eu olhei pro relógio em meu pulso e percebi que já estava tarde, mas eu estava disposto a esperar por elas.
Mônica: Elas acabaram de acordar senhor, a Valentina disse que desceriam em 15 minutos.
— Oky. Obrigado Mônica.
Eu não havia ensaiado nada para a conversa que eu iria ter com elas, não havia pensado em nenhuma justificativa plausível pra argumentar com a Valentina sobre os motivos pelo qual eu não queria mais a Sofia em nossa casa, e eu estava pedindo mentalmente a todos os santos pra me ajudar a pensar em algo rápido, algo que não levantasse nenhuma suspeita.
Valentina: Bom dia papai!
— Bom dia meu amor.
Ela me deu um beijo no rosto e sentou.
Sofia: Bom dia, Tio Kalel?
— Bom dia.
Respondi sem olhar na cara dela, enquanto tentava controlar a minha raiva.

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