Não podia ser apenas uma coincidência, a garota estava do lado de fora da minha sala esperando ser atendida como se fosse uma paciente.
— Que loucura é essa?
Falei pra mim mesmo, tentando colocar a minha cabeça no lugar.
Eu poderia colocar qualquer pausa no meu sistema e fugir daquela situação, mas eu havia acabado de voltar do meu almoço, e se o assunto não era morte e nem doença, eu teria que atendê-la de qualquer jeito.
Eu cliquei no sistema a opção pra liberar a entrada dela, totalmente consciente que aquilo era tudo uma armação pra conseguir atingir o objetivo dela.
Assim que ela entrou, foi inevitável não olhar pras pernas dela, a saia era tão curta que as deixavam quase toda de fora, ela também vestia uma blusa preta com um decote oval que ficava totalmente colada no corpo.
— Sente-se!
Falei tentando ser o mais formal possível.
— Qual o motivo da sua vinda aqui?
Perguntei sem olhá-la nos olhos.
Sofia: Vim me consultar, isso não é óbvio?
— Sim, mas estou perguntando o que está acontecendo pra que você precise da minha ajuda ginecológica.
Dessa vez foi inevitável não olhá-la.
Ela estava séria, parecia realmente que ela estava ali pela consulta, mas eu podia esperar qualquer coisa dela.
Sofia: Estou sentindo um nódulo na minha mama direita, e eu também tive relação sexual recente e senti um certo desconforto na penetração.
Por alguma razão, ouvir que ela teve relação sexual com alguém me incomodou.
— Você sente dor quando apalpa o nódulo?
Sofia: Não.
— E quando você teve relação sexual, você notou sangue na calcinha depois disso?
Sofia: Também não.
— Tudo bem, entre ali e se troque, vou chamar uma enfermeira pra estar presente na hora do exame.
Sofia: Enfermeira? Pra quê enfermeira?
A pergunta dela deixou claro as suas reais intenções.
— É um protocolo de segurança.
Sofia: Eu não preciso de mais uma pessoa aqui me vendo nua.

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