Samuel, contudo, não ficou tão satisfeito ao ouvir isso. Ele nunca imaginou que sua avó concordaria com seu divórcio e de Kathleen.
“Mas tenho uma condição”, Diana estava maquinando. “Ao se divorciar de Kathleen, você dará a ela metade de suas ações na empresa e não vai poder se casar com Nicolette. Se insistir nisso, deverá dar a Kathleen as ações remanescentes. Mas você não poderá renunciar ou deixar a empresa. Continuará lá. Será como se trabalhasse para Kathleen, entendeu?”
Samuel ficou sem palavras.
“Vocês são casados há três anos. Pense em toda a juventude e devoção que ela dedicou a este casamento durante este tempo. Sabe quanto você deve a ela?”
Para Samuel, as condições de sua avó eram ridículas.
“E se eu não concordar com essas condições?”, Samuel perguntou com indiferença.
“Por que você não concordaria?”, Diana o desafiou. “Ou, no fim das contas, Nicolette está atrás do seu dinheiro e não se casaria com você se você falisse?”
Samuel franziu as sobrancelhas. “Nicolette não é uma interesseira. Ela gosta de mim pelo que sou.”
“Ha!”, Diana riu. “Então vá, conte isso a ela e veja qual opção ela escolheria.”
A expressão de Samuel permaneceu calma.
“Katie está visivelmente abatida. Não quero mais vê-la ser torturada por você e Nicolette. Por isso o divórcio é a melhor opção”, Diana o encarou. “Quando eu disse a Katie agora há pouco concordar com o divórcio, ela ficou entusiasmada.”
Entusiasmada? Parece que ela está ansiosa para se livrar de mim.
“Se divorciem. Rápido. Mal posso esperar para ver a minha Katie sorrir outra vez”, Diana o encorajou. “Você é homem, então aja como um. Acabe com isso.”
Samuel sentiu uma dor na cabeça. Por que sua mãe e sua avó haviam mudado de atitude tão de repente?
“Dê um jeito nisso em três dias. Ouviu?”, Diana o recordou: “Katie já prometeu que vai continuar me considerando avó dela mesmo após o divórcio. Não tenho nada a perder. Você perderá sua esposa, e eu ganharei mais uma neta. Quem sabe! Posso até ganhar um neto-afim no futuro!”
Mais uma vez Samuel ficou sem palavras.
“Certo. Certo. Tome seu tempo e pense sobre isso nos próximos três dias”, Diana acenou com a mão. “Estou cansada. Pode ir. Fico chateada sempre que te vejo.”
Samuel se sentiu abatido.
Ele sentiu como se sua própria mãe e avó não estivessem mais do seu lado. Elas estavam do lado de Kathleen, como se ela é que fosse filha e neta delas.
Samuel deixou o quarto.
Ao mesmo tempo, Calvin entrou.
“Pai?”, Samuel franziu as sobrancelhas. “Já voltou? Você não deveria voltar daqui a dois dias?”
“Senti falta de sua mãe e resolvi voltar”, disse Calvin. “Você não parece bem. O que houve? Sua avó te deu uma bronca?”
“Não”, Samuel fez uma pausa. “Pai, você foi trocado quando nasceu?”
Calvin franziu as sobrancelhas. “Por que não passou pela sua cabeça que você pode ter sido trocado quando nasceu?”
Samuel ficou sem palavras.
“Sua avó brigou com você devido a Katie?”, perguntou seu pai.
“Minha avó concordou que eu divorcie dela”, Samuel disse em voz baixa.
“Sério?”, perguntou ele. “Sua avó enfim pensou direito nas coisas.”
“Então, pai, você apoia meu divórcio?”, Samuel perguntou em voz baixa.
“Não estou apoiando você. Estou apenas apoiando Katie”, Calvin disse com uma voz indiferente. “Nicolette voltou e você ainda tem alguma coisa com ela. Katie não ficaria feliz, então é melhor que se divorciem.”
Samuel se sentiu estranho por todos concordarem que ele e Kathleen deviam se divorciar.
O que estava acontecendo?
“Pai, vocês conspiraram pensando que, se todos parecessem concordar com o divórcio, eu me perguntaria o que está acontecendo e me recusaria a divorciar de Katie?”, Samuel sentiu que aquilo era uma armadilha.
Outra?
Ele não sabia.
“Eu realmente não tenho mais nada a te dizer”, Calvin pegou uma caixa nas mãos e foi ver Diana.
O rapaz agarrou a caixa e subiu as escadas. Ele foi para o quarto e viu Kathleen sentada à mesa com um notebook, um tablet e uma prancheta.
O que ela estava fazendo?
Ele colocou o presente na frente dela. “Meu pai voltou.”
“Ele voltou?”, Kathleen ficou encantada. “Ele trouxe isso para mim?”
“Aham”, Samuel franziu as sobrancelhas.
“Daqui a pouco desço para agradecer”, Kathleen desembrulhou a caixa com impaciência e tirou o globo de neve dela.
O globo continha uma cena natalina, havia dois bonequinhos, um com um gorro vermelho e um com um gorro verde.
O significado por trás do presente era óbvio.
Ela sabia que significava os bons votos da família para ela. Pouco depois, colocou o globo de neve sobre a mesa.
“Você gosta desse tipo de coisa?”, perguntou Samuel, com as sobrancelhas franzidas.
“Sim, por que não gostaria?”, Kathleen pegou uma caneta e voltou a desenhar no tablet sobre a prancheta.
Samuel respirou fundo. “Hoje, minha avó e minha mãe concordaram com nosso divórcio. Até meu pai concorda.”
“Isso é surpreendente”, disse Kathleen. “E então, você concorda?”
“Minha avó disse que se nos divorciássemos, eu teria que dar metade das minhas ações para você. Se eu decidir me casar com Nicolette, também teria de concordar em te dar as ações remanescentes e não teria permissão para deixar a empresa. Eu teria de ficar e trabalhar para você”, disse Samuel. “Minha avó realmente gosta de você.”
“Por quê? Está relutante em se desfazer de suas ações?”, Kathleen perguntou com frieza. “Pensei estar determinado a se casar com Nicolette. Pessoas como vocês não têm problemas em fazer coisas indecentes. Deve ser mesmo amor verdadeiro. Não deveria ser um problema para você sacrificar-se pelo amor verdadeiro, né, Sr. Macari?”
“O que você quer dizer com ‘pessoas como nós’?”, Samuel segurou o queixo dela, a palma de sua mão estava fria. “Você não havia dito que não queria nada disso?”

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