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A ansiedade de um divórcio romance Capítulo 29

“Samuel, eu não queria isso naquela época porque eu gostava de você e pensava que pedir dinheiro iria arruinar nosso relacionamento”, Kathleen o encarou desinteressada. “Mas entendi tudo. Não importa quão bem eu faça, ainda parece um crime para você. Por isso, decidi que seria melhor continuar negociando os benefícios com você. Toda conversa sobre amor e sentimento é um incômodo.”

Ela enfim via as coisas com clareza, ela já não se sentia triste como antes.

Embora Samuel tenha se tornado parte de sua vida e fosse doloroso para ela afastá-lo, a jovem não tinha escolha a não ser fazer isso, porque ele se tornara uma ferida dentro dela.

Se ela não acabasse com aquilo, acabaria morrendo.

Samuel bufou. “Um incômodo?”

“Sim. Qualquer coisa desnecessária seria um incômodo”, disse Kathleen. “Então, você vai se divorciar de mim ou não?”

“Não”, Samuel respondeu com firmeza.

“Não? Por quê? Você por acaso se apaixonou por mim?”, ridicularizou Kathleen.

“Não fique se achando, Kathleen”, o tom de voz de Samuel era gélido. “A única razão pela qual não aceito o divórcio é que você ainda não concordou em doar sua medula óssea para Nicolette.”

Kathleen olhou para ele inexpressiva. “Eu nunca vou doar, então ficaremos nesse impasse. Não sou eu quem está com pressa para se divorciar, de qualquer forma.”

Na verdade, nem a família Macari tinha pressa.

Era Samuel e Nicolette que precisavam que as coisas corressem rápido.

“Qual o motivo para você não concordar em doar?”, Samuel segurou seu pulso. “Você terá tudo assim que concordar com isso! E ainda assim você diz não! Kathleen, você está…”

A jovem o olhou ansiosa.

Será que ele suspeita que estou grávida?

“Você ainda está apaixonada por mim?”, perguntou Samuel.

Kathleen apertou os lábios. Esse cara sabe mesmo como fazer as pessoas se sentirem desconfortáveis.

“Não. Não gosto mais de você”, Kathleen manteve os olhos para baixo. “Samuel, quero me divorciar de você, mas nunca vou doar minha medula óssea para ela. Se não concordar com minha decisão, levarei a questão para o tribunal.”

Ela estava desgastada. Tudo o que ela queria era deixar tudo para trás.

“Está planejando abrir uma ação contra mim? Claro. Como quiser”, Samuel riu infeliz.

“Samuel, não quero que as coisas cheguem a este ponto,” a voz de Kathleen era suave, mas rouca. “Além disso, você também deve estar ciente de que nossa relação será tornada pública se optarmos por levar as coisas a tribunal.”

A nossa relação será tornada pública?

Samuel respondeu com desdém: “Que assim seja. Deixe as pessoas saberem.”

Com isso, ele foi para o chuveiro, Kathleen respirou fundo, derrotada.

Ela e Samuel estavam presos em um círculo vicioso. Enquanto ela não doasse a medula óssea, ele não concordaria com o divórcio.

Ela esperava poder se divorciar, mas não queria doar a medula óssea para Nicolette porque estava grávida.

Aquilo era tão cansativo.

Samuel tomava um banho quente. Ele tinha um corpo esguio e definido que ficava bem em qualquer roupa. Sua mente estava cheia com imagens de Kathleen.

Em algumas delas ela chorava, enquanto em outras, ela sorria. Havia também aquelas em que estava devastada, assim como aquelas em que ela o irritava com sua agressividade.

Ele se perguntou por que tinha memórias tão vívidas dela. Ao vê-la sair do carro de Frederick na noite anterior, ele queimou de inveja. Ele verificou os antecedentes do sujeito.

Frederick era divorciado e tinha a guarda da filha. Ele também administrava uma editora. Não só ele era tranquilo e muito compreensivo com seus funcionários, como também tinha boa reputação entre seus colegas.

Apesar disso, por que Kathleen se casaria com um cara divorciado e com uma filha?

Não tenho permissão para encostar nela?

Como ela se atreve a fazer esse tipo de alegação?

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