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A Babá e o Juiz romance Capítulo 31

Apesar de eu estar sem reação, em choque, minha mãe se mantinha descontrolada falando sem parar:

— Quem você pensa que é, garota? Não vai recuar agora! Ele tirou a sua virgindade! Você está com a faca e o queijo na mão! Não seja burra!

Eu sapateei impaciente falando como uma criança birrenta:

— Mas mãe, a mãe dele está ajeitando um casamento para ele com uma juíza! Eu não tenho a menor chance!

— E essa tal juíza cheira a leite como você?

Eu franzi a testa sem entender e a minha mãe voltou a falar alterada:

— Não seja idiota, ele nunca trocaria você por essa aí! Por que está tão insegura?

Eu fiquei cabisbaixa e a minha voz quase não saía.

— Ele disse que somos apenas amantes!

Dona Esther se sacudiu irritada.

— İsso é problema dele! Que diferença faz? Quando você engravidar, ele terá que casar!

Eu deixei uma lágrima cair e disse emocionada:

— Ele não me ama, mãe! Eu fraquejei, ele só quer o meu corpo!

Nesse momento, a minha mãe ficou horrorizada, como se eu tivesse falado algo terrível.

— Bella! Meu Deus, eu não acredito que se apaixonou pelo juiz!

Eu ergui os olhos, como se perguntasse onde estava escrito que uma mulher não podia se render aos encantos de um homem como Alex, ainda mais sendo inexperiente como eu.

— Não pode misturar amor e negócio, isso nunca deu certo!

Eu tentava mas não conseguia controlar o choro e veio mais t***s, dessa vez, nos meus ombros.

— Pare de chorar, sua fraca! Que homem vai amar uma mulher fraca e burra como você!

Neste momento, Theo chegou com Felippo.

— O que está acontecendo aqui? — ele quis saber.

— Não é da sua conta!— minha mãe respondeu áspera.

Theo me puxou para perto dele e respondeu a altura:

— Se encostar um dedo nela eu chamo a polícia, ou melhor, eu ligo agora mesmo para o juiz!

Dona Esther ficou sem graça e abraçou o filho, fingindo ser vítima.

— Eu estou muito nervosa depois que o meu marido faleceu. Falta as coisas com as quais estávamos acostumados aqui em casa, sabe como é, a Bella consegue me entender.

Theo olhou fixamente para a minha mãe e retrucou aborrecido:

— Eu sou amigo da Bella. Eu sei do seu plano sórdido, mas eu também sei do amor que ela sente por ele, por isso estou do lado dela, mas não vou permitir que maltrate a sua filha e também que a explore!

Minha mãe tentou se justificar.

— Exatamente! É o que eu falo para ela! Esse casamento é bom para todos nós!

Theo ficou indignado.

— Como pode existir mãe igual a senhora? Que absurdo empurrar a filha para um homem que não conhece, só para levar vantagem financeira!

Minha mãe deu de ombros e respondeu sem nenhum pudor:

— Eu sei que o juiz é um homem sério, rígido e muito correto! Meu marido o conhecia e por isso também sei o quanto a magistratura é importante para ele!

— İmagino que também saiba o quanto ele é rico, não?—Theo disse malicioso.

— Sim, claro! E ele não tem a posse da penhora da minha casa?

Eu fiquei pensativa. Não tinha pensado nisso! Claro, Alex deve ter emprestado muito dinheiro para o meu padrasto. O nome dele surgia sempre na hora do jantar, mas eu não dava muita importância.

Theo não teve estímulo para continuar aquela conversa e sugeriu que fôssemos embora.

— Eu desisto, Bella, não dá para conversar com a sua mãe! Vamos voltar para casa e comer a comida que a dona Mirtes encomendou, deve ter sobrado!

Eu concordei na hora. Felippo veio me abraçar e eu lhe beijei no rosto.

— Meu amor, se cuida, tá bom?— eu disse olhando para aqueles olhinhos felizes.

Eu saí aliviada. Ao menos minha mãe cuidava bem do meu irmão.

Entrei no carro e fiquei olhando minha mãe na porta com Felippo. Era tão triste, não ter uma mãe para lhe dar um beijo no rosto na hora de partir.

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