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A Babá e o Juiz romance Capítulo 43

Eu fui colocar Cristal para jantar e ela percebeu que eu a olhava pensativa. A garota era muito inteligente. Ela percebia tudo!

— Você está triste, Bella?

Eu pisquei algumas vezes e parecia estar em transe.

— Não, está tudo bem, querida!

Nesse dia, para o meu bem, Cristal não trouxe lição de casa. Eu pude lhe contar uma história.

— Eu gosto de história de princesa!— ela disse animada, se ajeitando embaixo dos cobertores.

Eu a olhei emocionada.

— Sabe Cristal, toda menina deveria ter o direito de sonhar com um príncipe, sabia?

Cristal apertou os olhos curiosos. Aqueles olhos verdinhos, como os do pai.

— Você está chorando?— ela indagou preocupada.

Eu ri entre lágrimas.

— Acho que a Giorgia também sabe contar história!— Eu disse sem jeito.

— A mãe tem que contar história para os filhos, sabia? A minha mãe disse isso!

Eu fiquei pensativa, enquanto secava as lágrimas teimosas. “ Eu acho que não tive mãe! É possível isso? Eu não me lembrava de nada, de nenhuma referência que me remetesse ao extinto materno, vindo da dona Esther.

Eu sentia muita mágoa, mas às vezes pensava que minha mãe talvez fosse tão vítima quanto eu. Ela também não teve o amor da minha avó e acho que a minha avó também não conheceu esse amor de mãe. Eu estava decidida a mudar a sorte do meu filho. Ele teria muito amor.

Eu contei a história de Cinderela, Cristal que escolheu. Tinham vários livros de história infantil no quarto dela.

A pequena adormeceu e eu beijei muitas vezes os seus cachinhos dourados.

Antes de sair do seu quarto, eu peguei uma folha do seu caderno e destaquei para lhe escrever um bilhete.

Dizia assim:

❤️ “Querida Cristal!

Você foi a minha luz nessa casa. Eu sempre vou te amar, onde eu estiver! Não se esqueça jamais da sua babá!

Bella”❤️

Depois que eu saí de lá, fui para o quarto do Alex. Ele estava pronto, me esperando. Ele se levantou da beira da cama e veio me abraçar.

— Bella! Pensei que fosse demorar mais!

— Cristal não tinha lição de casa, mas eu lhe contei uma história!

— Aposto que ela pediu a da Cinderela!— Alex disse em tom de brincadeira.

Eu me surpreendi.

— Nossa! Como sabe? Ela tem tantos outros livros!

Alex ficou sério e com o pensamento distante.

— Ela sempre pedia para a mãe ler Cinderela, é o seu favorito!

Houve um silêncio. Falar da falecida já era doído e naquele momento em que eu estava, principalmente. Eu nunca iria superar a falta que ela fazia para o Alex.

— Vá Bella! Tome o seu banho e vamos descer, estou faminto!

Eu saí do banheiro cheirando a colônia, eu queria impressionar o Alex.

— Cheirosa!— ele exclamou indo atrás de mim no closet.

Ele me encostou em um dos armários e me beijou. Parecia o primeiro. Eu me derretia naqueles braços.

— Vamos descer logo, antes que eu comece a esquecer que preciso jantar!— ele disse divertido.

Subimos em silêncio. Eu não queria ficar assim, brigada com o Alex, por isso eu aceitei o seu abraço logo que entramos no quarto.

— Me perdoa! Não quero te magoar, não quero isso pra gente nesse momento, entendeu?

Eu fechei os olhos e não disse nada. Eu só queria sentir aquele cheiro másculo que exalava daquele ser tão sedutor.

Alex me colocou de repente nos seus braços e eu assustei. Nós sorrimos olhando nos olhos um do outro.

— Sabia que você é linda?— ele disse com a voz rouca.

Eu olhei para aquela boca maravilhosa e sorri. Eu queria lembrar daquela noite para sempre!

Alex me despiu me olhando com aquele jeito que me desarmava.

— Alex…

Ele sorriu e saiu para colocar o preservativo. Eu o esperei ansiosa. Ele voltou despido e prevenido.

Eu estendi os braços lhe convidando para um abraço.

— Eu te amo, mesmo que você não acredite!— eu sussurrei emocionada.

Alex se ergueu um pouco para me olhar sorrindo.

— Eu acredito!

— Sério?— Às lágrimas bobas escorriam.

— Pare de chorar, eu acredito em você, está bem? Eu acredito em tudo o que me disser!

Apesar da voz carinhosa do Alex, eu sabia que ele estava me tratando como uma criança. Para eu me acalmar, ele diria o que eu quisesse.

— Então me ame como nunca! Eu preciso sentir você!— eu disse ofegante.

Alex me beijou e me penetrou devagar. Eu fui nas nuvens e voltei. Eu ainda não sabia como viveria sem aquele corpo sedento!

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