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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 101

POV: LAUREN

Henry parecia determinado a manter seu papel de vigilante, passando mais tempo no quarto do que deveria. Ele trouxe uma mesinha e instalou seu notebook ali, trabalhando enquanto me mantinha sob seu olhar atento.

Observei seu rosto enquanto ele se concentrava, a expressão séria, o maxilar travado. Seu olhar azul cintilava sob a luz do computador, e a forma como sua boca se contraía em um leve tique mostrava que algo o incomodava.

Minha atenção deslizou para seus lábios bem desenhados, aqueles mesmos que sabiam exatamente como roubar meu fôlego e me deixar sem reação. A barba bem feita, a postura impecável... Henry Carter era o verdadeiro CEO de capa de revista, desses que fazem qualquer mulher suspirar e desejar estar em sua cama.

E, bem... eu estava na cama dele.

— Sinto seus olhos sobre mim, Becker. — Ele murmurou sem tirar os olhos da tela, mas um sorriso charmoso brincava em seus lábios. — Está me admirando?

Pisquei, sentindo o calor subir pelo meu rosto.

— Te admirando? — Eu cruzei os braços, fingindo desinteresse. — Não seja presunçoso, Sr. Carter. Estou apenas entediada de ficar aqui deitada e me perguntando o que está te incomodando tanto para fazer essas caretas.

Ele finalmente desviou o olhar do computador e se virou para mim, os olhos brilhando de divertimento.

— Não há vergonha nenhuma em admitir que está tirando uma casquinha da minha beleza, Lauren. — Ele provocou, o tom arrastado e sedutor.

Revirei os olhos, mas meu corpo não colaborava. Meu coração bateu mais forte.

— Esquece. — Eu peguei o controle da TV, percorrendo os canais sem realmente prestar atenção. — Vou morrer de tédio aqui.

— Ok. — Ele respondeu com um riso rouco, fechando o notebook e inclinando o corpo para me observar melhor. — Becker, na faculdade, você fazia qual curso?

Mordi o lábio antes de responder.

— Gestão de negócios. Meu pai me preparava para assumir os negócios da família... até que eu... — Eu travei, desviando o olhar, sentindo o peso daquela lembrança.

Henry não disse nada por um instante. Ele apenas me observou, sua expressão mudando.

— Desde que se casou? — Henry tombou a cabeça levemente, mantendo o olhar fixo em mim. — Seu ex-marido assumiu a empresa no seu lugar? Por quê?

Respirei fundo, sentindo uma pontada de frustração ao lembrar daquilo.

— Bem, Ethan dizia que negócios são para homens e que as mulheres deveriam ficar em casa cuidando dos filhos e dos maridos. — Minha voz saiu mais amarga do que eu pretendia. Mordi a parte interna da boca, sentindo-me ridícula por ter aceitado algo tão injusto.

Henry ficou em silêncio por um momento. Então, soltou um riso seco, sem humor.

— Que pensamento mais machista e ultrapassado. — Sua voz estava carregada de desdém, mas havia algo mais profundo ali, um incômodo real. Ele me encarou, os olhos azuis cintilando com algo que eu não soube decifrar de imediato. — Há tantas mulheres que criaram impérios, que se tornaram CEOs brilhantes. E seu ex-marido te colocou na sombra?

Engoli em seco. O tom dele parecia quase pessoal.

— Não concorda com esse pensamento? — Eu me ajeitei na cama, sem esconder a surpresa. — Deixaria uma mulher comandar sua empresa?

Henry arqueou uma sobrancelha, como se minha pergunta fosse desnecessária.

— Depende. — Ele deu de ombros, afastando-se do notebook e caminhando em minha direção. Parou ao lado da cama, sua presença dominando o espaço.

Cruzei os braços.

— Depende de quê? — Eu desafiei, erguendo uma sobrancelha.

Ele abaixou o olhar por um breve segundo, e então voltou a me encarar com um meio sorriso.

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