POV: LAUREN
— Filha, é assim que você recebe sua mãe? — Minha mãe fechou o semblante, as mãos firmes na cintura, me encarando com reprovação. — Este homem bonito me ligou dizendo que minha menina precisava de mim. Está grávida, precisa de repouso, e talvez um pouco de amor materno a ajudasse a ficar bem.
Meus olhos se arregalaram, e imediatamente me virei para Henry, querendo queimá-lo vivo com o olhar.
— Você ligou para a minha mãe? — Eu perguntei entre dentes, sentindo meu corpo esquentar de indignação. — E contou da gravidez?!
Ele manteve a postura calma, imponente como sempre.
— Na verdade, sua mãe viu os noticiários sobre sua entrada dramática no hospital nos braços do CEO Henry Carter. — Kate interveio, segurando a bolsa da minha mãe e tentando suavizar a situação. — Então, digamos que ela meio que ameaçou invadir a mansão e não sair daqui até te ver.
— Então, para evitar um escândalo maior, precisei acalmá-la e contar a verdade. — Henry completou, com sua postura rígida e impecável, como se não tivesse feito nada demais. — E peço desculpas, Sra. Becker, por não termos contado à senhora antes sobre nossa relação e o bebê.
Minha mãe bufou, cruzando os braços, claramente insatisfeita.
— Ainda não os perdoei por esse casamento às escondidas. — Ela me lançou um olhar furioso. — Que filha se casa sem avisar a própria mãe?!
Suspirei fundo, sentindo a irritação subir.
— A filha que queria evitar um interrogatório sem fim. — Eu retruquei, cruzando os braços.
Henry riu baixo, como se achasse graça da nossa troca de farpas. Então, ajeitou o paletó e olhou para minha mãe com um meio sorriso.
— Bem, vou deixá-las à vontade para conversarem. — Ele anunciou de forma altiva, claramente se retirando antes que fosse arrastado para a discussão.
Meu queixo caiu.
— O quê?! Vai me deixar sozinha com ela?! — Eu apontei para minha mãe, desesperada.
Henry inclinou a cabeça ligeiramente para o lado, divertindo-se com meu pânico evidente.
— Sim, minha esposa. — Ele murmurou, malicioso, com um brilho provocante nos olhos. — Aproveite o tempo para matar as saudades da sua mãe.
Eu quis bater nele.
Minha mãe sorriu satisfeita, pegando uma cadeira e se acomodando ao lado da cama como se estivesse disposta a passar o dia inteiro ali.
— Então, vamos conversar, minha filha. — Ela disse, estreitando os olhos. — Quero saber exatamente como isso aconteceu.
Suspirei profundamente e fechei os olhos por um segundo, já sentindo a enxaqueca vindo.
— Ela é sua mãe, Lauren, e veio para passar o dia com você. — Henry sorriu de canto, claramente se divertindo com a minha irritação. — E eu preciso ir à empresa, já que ainda não encontrei a mulher que irá me substituir.
Eu revirei os olhos, cruzando os braços.
— Engraçadinho! — Eu resmunguei, provocando uma risada baixa vinda de seu peito. — Podia ao menos ter me avisado para me preparar.
— E perder a diversão de ver sua expressão surpresa? — Ele retrucou com um olhar travesso.
Antes que eu pudesse respondê-lo, Henry se aproximou sem pressa, inclinando-se até deixar um beijo leve no topo da minha cabeça. Sua mão deslizou até minha nuca, o toque quente e firme, fazendo um arrepio percorrer minha espinha.
— Aproveite sua mãe e sua amiga. Tente relaxar. — Ele sussurrou próximo ao meu ouvido, a voz grave e envolvente. — É bom para o bebê estar cercado por quem o ama.

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