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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 104

POV: HENRY

Ethan inclinou-se levemente sobre a mesa, os olhos carregados de provocação, como se saboreasse cada palavra antes de soltá-las.

— Sr. Carter... — Ele falou devagar, arrastando o tom, saboreando a tensão. — De homem para homem... Sei que se casou com a minha ex-mulher.

Mantive meu rosto impassível, embora a simples menção a Lauren vinda de sua boca já fosse suficiente para me incomodar. Ele notou e continuou.

— E também soube que ela está esperando o seu herdeiro. — Ethan completou.

Minha mandíbula enrijeceu, e meus dedos flexionaram levemente contra o tecido do meu paletó, mas continuei imóvel, encarando-o.

Ele fez uma pausa dramática, os olhos analisando cada mínima reação minha, como se procurasse um ponto fraco para explorar.

— Mas não precisa vir aqui marcar território. — Ele disse, e um brilho malicioso surgiu em seus olhos. — Não tenho o menor interesse naquela mulher. Foi por isso que a descartei.

Meu sangue ferveu. O controle que eu mantinha se esvaiu num instante. Dei um passo à frente e agarrei seu colarinho com força, puxando-o bruscamente para mim. Seu corpo foi jogado levemente para frente, os pés se arrastando contra o carpete.

Seu cheiro era uma mistura enjoativa de café e loção pós-barba barata.

— Cuidado com a forma como se refere à minha esposa. — Minha voz saiu baixa e cortante, mas carregada de ameaça.

Ethan arregalou os olhos por um instante, surpreso pela minha reação repentina. Sua respiração ficou mais acelerada, mas logo ele tentou recuperar o controle, segurando meu braço com força, como se quisesse provar que não se intimidava.

Então, ele sorriu. Um sorriso torto, provocativo, que só fez meu ódio crescer.

— Não precisa ficar tão irritado... — Sua voz era carregada de veneno. — Eu entendo. Lauren sempre soube como fisgar um homem.

Apertei ainda mais seu colarinho, sentindo seus músculos tensionarem sob a camisa. O impulso de socá-lo era quase irresistível, mas me forcei a manter o controle.

— O que exatamente está insinuando, Sr. Walker? — Eu falei irritado.

Ele inclinou ligeiramente a cabeça para o lado, como se estivesse refletindo, mas seu olhar brilhava com pura provocação.

— Nada demais... — Ele deu um leve suspiro, fingindo ponderar. — Mas, como prezo por nossa relação comercial, achei que deveria alertá-lo sobre uma possibilidade.

Sua voz abaixou um tom, quase um sussurro carregado de malícia.

— O filho pode não ser seu.

O ar na sala pareceu ficar mais pesado. Minha respiração ficou mais lenta e profunda, meus punhos cerrando ao lado do corpo. Cada fibra do meu ser gritava para que eu acabasse com ele ali mesmo.

— Acho melhor retirar o que disse, Sr. Walker. — Minha voz saiu baixa, firme, carregada de ameaça. — Ou vou fazer bem mais do que apenas quebrar essa sua cara de falso CEO.

Meus punhos estavam cerrados, prontos para acertá-lo, quando senti uma mão firme agarrando meu braço, impedindo o golpe.

— Eita! O que diabos está acontecendo aqui? — A voz despreocupada de Lucian ressoou atrás de mim.

Ethan arfava, ainda atônito com a intensidade do momento, enquanto Lucian me puxava levemente para trás, mantendo uma mão segura sobre meu antebraço.

— Um homem não pode se atrasar alguns segundos sem que dois CEOs de negócios quase se matem? — Ele soltou um suspiro exagerado. — Vamos, cavalheiros, somos homens de terno. Tentem ter um pouco mais de classe.

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