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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 103

POV: HENRY

— Para onde, senhor? — O motorista me olhou pelo retrovisor.

— PharmaCare Industries. — Eu passei a mão pela barba alinhada, lançando um último olhar para a mansão. A vida que eu estava construindo ali precisava ser protegida.

Peguei o celular e enviei uma mensagem para Lucian. Precisava que ele me encontrasse na empresa do ex-marido da Lauren com os documentos fiscais detalhando o desfalque no financeiro. Eu nunca entendi o interesse do meu irmão em fechar negócios com a PharmaCare. Havia empresas mais sólidas, hospitais com os quais mantínhamos parcerias estratégicas, expandindo filiais e investindo em tecnologias médicas muito mais lucrativas do que os negócios de Ethan.

O carro deslizou suavemente para dentro do estacionamento. Conferi o relógio ao sair do veículo, varrendo os arredores com o olhar. Nada de Lucian.

— Sempre atrasado… — Eu murmurei, massageando as têmporas.

Atravessei o saguão sem precisar me anunciar. Os seguranças e funcionários me reconheceram no instante em que entrei.

— Sr. Carter, boa tarde. — A secretária me cumprimentou, visivelmente tensa. — Em que podemos ajudá-lo hoje?

— Vim falar com seu chefe. — Minha voz saiu fria e firme. — Se bem me lembro, a sala dele é por ali.

A secretária apressou-se para me bloquear. Seus olhos carregavam um misto de nervosismo e profissionalismo forçado.

— Sr. Carter, por favor, permita-me anunciá-lo. — Ela tentou manter a compostura, mas a hesitação era evidente. — O Sr. Ethan está em uma reunião importante e...

Arqueei uma sobrancelha e a encarei de cima.

— Querida, se não quiser perder seu emprego e ver meus investimentos desaparecerem desta espelunca, saia da minha frente. — Minha voz foi baixa, cortante, carregada de impaciência. — Agora.

Ela tremeu, assentindo rapidamente. Quando passei por ela, notei seu desespero ao tentar contatar Ethan, mas sem sucesso.

A porta estava destrancada. Um descuido imperdoável para alguém que se diz um homem de negócios.

Empurrei-a sem cerimônia e entrei.

A cena à minha frente era patética. Ethan estava recostado na cadeira, a cabeça jogada para trás, enquanto uma funcionária estava ajoelhada entre suas pernas.

Ao me ver, ele sobressaltou-se, empurrando a mulher sem gentileza e apressando-se para subir as calças.

— Sr. Carter? — Sua voz saiu assustada, misto de surpresa e desconforto. — O que faz aqui? Tínhamos alguma reunião agendada?

Cruzei os braços e deslizei o olhar para a mulher, que limpava a boca às pressas, evitando me encarar.

— Acredito que esta senhora não seja sua esposa. — Eu comentei com desprezo evidente no tom.

O rubor subiu pelo rosto dela.

— Com licença, Sr. Walker. — Sua voz tremia enquanto tentava manter a dignidade. — Vou buscar os documentos que me pediu.

Saiu praticamente correndo. Observei sua fuga por cima do ombro, então voltei meu olhar afiado para Ethan.

— Não é de se admirar que as informações da sua empresa estejam uma bagunça. — Eu observei, franzindo o nariz.

— Perdão, do que está falando? — Ethan limpou a garganta, ajustando apressado as roupas. O telefone não parava de tocar. Ele atendeu com irritação. — Sim, eu percebi que ele está aqui, sua incompetente! — esbravejou. — Traga café para nós.

Desligou bruscamente e apontou para a cadeira à minha frente.

— Por favor, sente-se.

Lancei um olhar para a cadeira, notando os vincos amassados no estofado.

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