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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 115

POV: LAUREN

— Nossa, você continua um desastre desde a última vez que te vi. — A voz de Violet pingava veneno, e seu sorriso frio fez meu estômago revirar.

Meu corpo enrijeceu no mesmo instante. Fechei os olhos por um segundo, tentando manter a compostura antes de me virar para encará-la. O ar ao meu redor parecia mais pesado, carregado de rancor e tensão.

— Violet. — Minha voz saiu firme, mas meu coração martelava contra as costelas. — Eu já terminei aqui. Com licença. — Dei um passo decidido em direção à porta, querendo escapar daquela presença sufocante o mais rápido possível.

Mas ela se moveu com rapidez e bloqueou minha passagem. O olhar dela faiscava puro ódio, e sua presença emanava uma agressividade que fazia minha pele se arrepiar.

— Mas eu ainda não terminei! — Violet gritou ecoando pelo banheiro, antes que seus dedos se fechassem ao redor do meu braço. Suas unhas longas e afiadas se cravaram na minha pele, arrancando um arquejo de dor dos meus lábios. Uma ardência queimou onde ela me segurava, como se quisesse arrancar um pedaço de mim.

Meu instinto me mandou puxar o braço, mas ela apertou ainda mais, como se sentisse prazer em me machucar e ver sofrer.

— O que você quer, Violet? — Minha voz tremeu, mas ergui o queixo, encarando-a com um misto de desafio e raiva contida. — Não tenho nada para falar com você.

— Mas eu tenho com você, sua vadia. — O insulto veio carregado de arrogância e desprezo. Antes que eu pudesse reagir, ela me empurrou com força. Meu corpo bateu contra a parede e senti o impacto vibrar pela minha coluna, um tremor de indignação subindo pela minha garganta.

Cerrei os punhos, minhas unhas perfurando minha própria palma. Cada célula do meu corpo gritava para revidar, mas eu sabia que era isso que ela queria. Violet queria me ver perder o controle, queria me humilhar.

Ela inclinou a cabeça, analisando minha reação com um brilho insano nos olhos. Depois, estalou a língua, como se estivesse se divertindo com a minha dor.

— Eu sei sobre o seu segredinho, Lauren. — Sua voz baixou, transformando-se em um sussurro carregado de ameaça, enquanto Violet me encarava.

Minhas costas se enrijeceram. Um arrepio gélido percorreu minha espinha, como se um vento cortante tivesse atravessado minha pele.

— Que segredo? — Minha voz saiu mais baixa do que eu queria. Eu engoli em seco e tentando me recompor, passando a mão sobre o local onde suas unhas haviam ferido minha pele.

Violet sorriu ainda mais, os olhos brilhando com uma satisfação doentia. Meu peito subia e descia em um ritmo acelerado, meus pensamentos se embaralhavam entre medo e indignação.

— Você realmente acha que pode se safar de tudo, não é, Lauren? — Sua voz adquiriu um tom ácido, carregado de desprezo. — Mas não vai. Você não vai roubar ele de mim com esse seu joguinho sujo.

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