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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 114

POV: LAUREN

— Parece que é um assunto sério que te deixa desconfortável. — Sua voz era baixa e arrastada, como se quisesse me tranquilizar. Suas mãos permaneceram ali, mantendo o toque sutil, mas firme. — Mas por esta noite, Becker, esqueça os problemas. Podemos falar sobre isso depois. Vamos apenas ser um casal normal hoje.

Soltei um suspiro curto, inclinando levemente a cabeça para olhá-lo melhor.

— Um casal normal? — Eu questionei, arqueando uma sobrancelha.

— Exatamente. — Ele sorriu, aquele sorriso atrevido. — Podemos ser, se assim você permitir.

A maneira como ele disse aquilo, sem hesitação, sem incertezas, fez meu coração disparar.

— Henry Carter, por acaso está me pedindo em namoro? — Eu cruzei os braços, fingindo uma postura desafiadora.

Ele não hesitou.

— Não. — A resposta de Henry foi direta, firme.

Por um instante, pisquei surpresa, mas antes que eu pudesse reagir, ele segurou minha cintura e me puxou para seus braços. Seu corpo quente colou-se ao meu, e a intensidade em seu olhar não deixava espaço para dúvidas.

— Estou declarando que você é minha esposa de verdade agora. — Carter falou sem hesitação na voz.

Meu coração deu um salto, e antes que eu pudesse processar suas palavras, ele começou a traçar um caminho de beijos por minha bochecha, descendo suavemente até a minha boca. Seu toque era terno, mas carregado de uma intensidade que me fez estremecer.

Quando, enfim, seus lábios tomaram os meus, foi com um beijo profundo e carinhoso, um gesto que falava mais do que qualquer promessa. Suspirei contra sua boca, sentindo meu corpo responder instantaneamente.

Henry afastou-se apenas o suficiente para murmurar contra minha pele.

— Lauren, se você reagir assim sempre que eu a tocar, não sairemos mais deste quarto.

O tom rouco e provocador fez meu rosto esquentar, e minha única resposta foi esconder o rosto contra seu peito, sentindo seu riso baixo e satisfeito vibrar contra mim.

— Isso é uma promessa? — Eu provoquei contra o tecido impecável de seu terno, sentindo o calor do seu corpo tão próximo ao meu.

Henry riu, um som grave e satisfeito que reverberou contra meu peito. Aquele riso tinha algo de perigoso, como se ele soubesse exatamente o efeito que causava em mim.

— Não me tente, Lauren — Henry murmurou, sua voz baixa e carregada de uma advertência que parecia mais um convite.

Antes que eu pudesse responder, ele segurou meu queixo entre os dedos e ergueu delicadamente meu rosto, obrigando-me a encará-lo. Seu olhar, intenso e cheio de algo que me deixava sem ar, percorreu cada detalhe do meu rosto antes que ele se inclinasse e mordiscasse meu lábio inferior. O gesto foi rápido, mas o suficiente para arrancar um suspiro involuntário de mim.

Antes que eu pudesse corresponder, Henry afastou-se, os olhos brilhando com um misto de diversão e desejo contido. Ele selou um beijo suave em minha testa, e seu toque, ao mesmo tempo firme e carinhoso, fez meu peito se apertar de emoção.

— Vamos — Ele disse, deslizando a mão por minha cintura e segurando minha mão com a outra. — Temos um baile para ir, e você, minha bela donzela, me deve uma dança.

Sorri, deixando-me envolver pelo calor da sua presença.

— Como recusar um convite desses vindo de um cavalheiro tão elegante? — Eu respondi divertida, entrelaçamos os braços, e enquanto caminhávamos para o baile, uma parte de mim sabia que aquela noite não seria apenas sobre música e dança.

A noite estava repleta de conversas animadas e o tilintar de taças de champanhe. O salão era grandioso, iluminado por lustres dourados que refletiam o brilho dos vestidos sofisticados das convidadas e os ternos impecáveis dos cavalheiros. O som suave da orquestra preenchia o ambiente, criando uma atmosfera elegante e refinada.

Henry caminhava ao meu lado com sua postura sempre imponente, sua presença chamava atenção por onde passávamos. Eu sentia os olhares sobre nós, alguns curiosos, outros repletos de julgamentos silenciosos. Apertei suavemente seu braço, e ele me lançou um olhar rápido, um canto da boca se curvando em um sorriso discreto, como se já esperasse por aquilo.

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