POV: HENRY
Aquela cena me atingiu como um soco no estômago.
Quando foi que me tornei o porto seguro de uma mulher?
Logo eu. Henry Carter. Um homem frio, impenetrável, que sempre acreditou que o amor era uma fraqueza. E agora… agora eu não conseguia mais imaginar minha vida sem Lauren e Theodor.
Ajoelhei-me ao lado da cama, deslizando os dedos por sua bochecha machucada. O tom arroxeado sob minha pele fez algo feroz se acender dentro de mim. Ódio.
Eu queria matá-lo.
Respirei fundo, reprimindo a fúria que ameaçava me dominar.
Peguei o celular e caminhei até a sacada, fechando a porta atrás de mim antes de discar para Lucian.
Ele atendeu no primeiro toque.
— Lucian, quero todas as provas sobre o acidente do meu irmão e cunhada. — Minha voz saiu fria, sem hesitação. — E, preciso do relatório completo sobre a invasão na empresa do pai da Lauren. Preciso de qualquer indício de que ele não se matou, mas foi assassinado.
Houve um silêncio tenso antes de Lucian falar:
— Henry… Kate me ligou. Disse que a mãe da Lauren está fora de si. Ligou para ela chorando, furiosa. Disse que vai destruir Ethan.
Minhas mãos se fecharam ao redor do celular.
— O que aconteceu? — Ele continuou, seu tom carregado de urgência. — É verdade? Ethan realmente tentou estuprá-la? Você o espancou? Soube que ele vai precisar de cirurgia plástica. A mãe do James disse que você quebrou vários ossos da cara dele.
Um sorriso frio e sombrio se formou em meus lábios.
— Ainda foi pouco perto do que ele fez com ela. — Minha voz saiu tensa, carregada de fúria. — E isso… isso não é nada comparado ao que ainda farei. Quero Ethan Walker destruído. Fisicamente. Psicologicamente. Financeiramente. Assim como ele tentou fazer com Lauren.
O silêncio de Lucian durou apenas alguns segundos antes de ele explodir:
— Aquele desgraçado!
Podia ouvir a indignação dele, o mesmo ódio que fervia dentro de mim agora queimava em sua voz.
— Cuide dela, Henry. Eu cuidarei disso. Antes que ele tenha tempo de se recuperar, vamos acabar com ele. — Eu respirei fundo, o vento frio da noite cortando minha pele, mas não esfriando a fúria que me consumia.
— Mais uma coisa. — Minha voz saiu baixa, mas carregada de intenção. — Certifique-se de que ele nunca mais saia da cadeia.
Não era um pedido.
Era uma sentença.
— Henry... — Lucian soltou um suspiro pesado do outro lado da linha. Sua hesitação era clara. — Tem certeza disso? Não acha que está indo longe demais? Encomendar um assassinato...

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