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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 130

POV: LAUREN

Fiquei sem ar quando ele se afastou. Minhas mãos ainda seguravam sua cintura, minha testa encostada no peito dele. Eu não queria que ele fosse.

— Não pode se atrasar nem meia horinha? — Eu pedi, fazendo um bico manhoso. Eu sabia que estava sendo infantil, mas não me importava. Só queria mais alguns minutos.

Ele soltou uma risada baixa, divertida, e acariciou meu rosto com a palma quente da mão, passando o polegar devagar pela minha bochecha.

— Não se pode negar um pedido de uma grávida, ou corre o risco de ficar com terçol. — Eu completei, meio rindo, meio implorando.

— Terei que correr o risco. — ele suspirou pesado e me puxou para um abraço forte, apertado, como se quisesse guardar meu corpo na memória antes de ir. Seu cheiro, sua presença, tudo nele me fazia querer implorar para que ele ficasse.

Mas, por dentro, algo apertava.

Eu precisava perguntar. Saber.

— Henry… é sobre o processo que está movendo contra o Ethan? — A pergunta saiu antes que eu conseguisse engolir.

Senti o corpo dele endurecer. Os músculos do braço que me envolviam ficaram tensos como pedra. Ele soltou um suspiro irritado, pesado, e se afastou um pouco.

— Desculpa. — Eu completei rápido, envergonhada. — Eu te ouvi no telefone mais cedo… não foi de propósito.

Ele me olhou sério. O olhar escurecido, carregado de raiva contida e frustração.

— Seria mais fácil se você tivesse aceitado registrar a ocorrência contra ele… depois de tudo o que ele fez com você. — A voz saiu mais dura, firme, e me fez estremecer.

Abaixei a cabeça, envergonhada, sentindo o nó na garganta se formar. Eu queria. Queria mesmo ter feito isso. Mas eu congelei. O medo me venceu. Ethan me destruiu por dentro, me reduziu a cacos. E mesmo agora, mesmo com Henry ao meu lado, eu ainda era uma mulher com medo.

Medo de Ethan.

Medo do que ele ainda podia fazer.

Medo de me expor, de não ser levada a sério, de ser julgada, usada, esquecida.

E agora, medo de decepcionar Henry.

Meu peito subia e descia de maneira irregular, a respiração entrecortada pelo peso das lembranças que insistiam em me assombrar.

— Eu só não conseguia passar por aquilo de novo. — Minha voz saiu baixa, quase frágil, um sussurro que mal consegui sustentar. Apertei os dedos ao redor da camisa de Henry, buscando estabilidade no calor do seu corpo. — Me desculpe.

O silêncio que se seguiu foi quebrado pelo suspiro pesado dele. Henry me puxou para mais perto, envolvendo-me em seus braços fortes, como se pudesse, de alguma forma, me proteger do passado que me atormentava.

— Não quis te aborrecer com esse assunto, Lauren. — Sua voz era firme, mas havia uma ternura ali, algo raro em meio ao sarcasmo habitual. Seus lábios tocaram o topo da minha cabeça, um gesto que deveria ser reconfortante, mas só aumentava a pressão em meu peito. — Não se preocupe. De qualquer forma, estou resolvendo isso. Ethan, em breve, não será mais um problema.

Minha espinha enrijeceu. Uma onda de tensão percorreu meu corpo e me obriguei a dar um passo atrás, erguendo os olhos para encará-lo.

— O que você quer dizer com isso? — Meu cenho se franziu em confusão e uma pontada de receio. — O que pretende fazer, Henry?

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