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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 131

POV: LAUREN

Engoli em seco, meu corpo reagindo ao calor reconfortante de sua mão contra meu rosto. Eu me agarrei àquele toque, buscando coragem para seguir com meu plano.

— Eu espero que seja... — Eu confessei, fechando os olhos por um instante, tentando controlar o aperto em meu peito. Apertei sua mão contra meu rosto, como se precisasse dele para não desmoronar. — Espero que compreenda...

Ao abrir os olhos lentamente, encontrei seu cenho franzido. Henry não disse nada de imediato. Apenas me observou, pensativo, seus olhos avaliando cada detalhe da minha expressão, cada resquício de hesitação. Então, um sorriso fraco surgiu em seus lábios. Mas não era um sorriso comum. Era como se ele já soubesse que havia algo a ser descoberto, algo que eu ainda não estava pronta para dizer.

Sem mais uma palavra, ele me puxou para si, seus lábios encontrando os meus com mais desejo, mais força, mais urgência. Não era um beijo qualquer. Era possessivo, intenso, como se estivesse me marcando, me lembrando de que, acontecesse o que acontecesse, ele ainda estaria ali. Suas mãos exploraram minha cintura, firmes, trazendo-me para ainda mais perto, e eu me entreguei a ele, perdida no calor, no gosto, no domínio que Henry exercia sobre mim.

Quando ele rompeu o beijo, sua testa se encostou na minha, sua respiração quente se misturando à minha.

— Vindo de você, eu sei que irei adorar a surpresa. — Ele sussurrou, sua voz carregada de certeza. — Minha Becker.

Meu coração apertou. Será que ele realmente aceitaria? Será que quando soubesse a verdade, esse carinho, essa devoção ainda estariam ali?

Henry me beijou mais uma vez antes de sair para trabalhar, prometendo voltar cedo para o nosso encontro especial.

Fiquei ali parada, observando sua saída, sentindo o medo e a ansiedade me engolirem. Eu havia preparado tudo: reservei um quarto no último andar de um hotel de luxo, o melhor da cidade. Tudo estava perfeito. Mas nenhuma decoração, nenhum jantar sofisticado poderia mudar o que eu estava prestes a dizer.

Eu só implorava a Deus que ele me perdoasse. Que aceitasse meu bebê, assim como fez com Theodor.

Porque eu sabia que sem Henry, seguir em frente seria impossível.

A tarde tinha sido perfeita.

Theodor, com sua curiosidade inocente, passara o dia tentando adivinhar o sexo do bebê, arrancando risadas tanto minhas quanto da minha mãe. Entre brincadeiras e petiscos caseiros, senti, por um breve momento, que a felicidade ainda podia existir para mim.

Mas, à medida que o horário do nosso encontro se aproximava, a ansiedade começou a tomar conta do meu peito.

Fui para o quarto, tomando um banho demorado, tentando me acalmar. Escolhi minha lingerie com atenção, um conjunto delicado de renda que contrastava com a curva mais evidente do meu corpo agora: minha barriga. O vestido escolhido marcava sutilmente essa mudança, e, mesmo que eu ainda me sentisse envergonhada pelos meus seios exageradamente fartos, sabia que Henry adoraria vê-los assim. Ele sempre deixava claro. Ainda assim, engoli minha insegurança.

Essa noite precisava ser perfeita.

Peguei a caixinha onde guardava minha surpresa, as mãos trêmulas, suando levemente. Passei os dedos pela tampa, como se aquilo pudesse me dar coragem. Então, fechei os olhos e acariciei minha barriga.

— Vai dar tudo certo, meu pequeno. — Eu sussurrei, tentando me convencer. — Ele já nos ama... Ele vai nos aceitar por completo.

Saí em direção ao hotel. O local estava impecável. O deque de madeira rústica se estendia sob um caminho iluminado por luzes amareladas, dando um toque intimista e acolhedor ao ambiente. A mesa que escolhi ficava estrategicamente posicionada, com uma vista espetacular da cidade movimentada lá embaixo, contrastando com o céu limpo e estrelado acima.

O garçom já havia deixado tudo preparado: vinho para Henry, uma opção sem álcool para mim e uma seleção refinada de petiscos.

Eu só precisava dele ali.

Peguei o celular e enviei uma mensagem:

"Ei, não esqueça de nós. Estamos te esperando."

A mensagem foi entregue.

Mas não respondida.

Mordi o lábio, tentando ignorar o aperto no peito. Ele devia estar ocupado. Clientes, reuniões, negociações complicadas. Nada fora do normal.

Os minutos passaram. Depois, uma hora. E outra.

Peguei o celular novamente, agora com a ansiedade me consumindo. Liguei.

Chamada rejeitada.

Tentei de novo. O mesmo resultado.

Meu coração disparou, uma sensação gelada se espalhou pelo meu corpo.

— Será que algo ruim aconteceu? — Eu murmurei para mim mesma, sentindo um arrepio percorrer minha espinha.

Henry nunca atrasava tanto sem avisar. Meu peito se apertava com um pressentimento ruim, mas sacudi a cabeça, tentando afastar pensamentos irracionais.

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