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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 133

POV: HENRY

Revirei os olhos, mas não insisti. Adentrei a boate diretamente para a área VIP, sentindo o incômodo crescer em meu peito. O som alto reverberava em meu peito, o cheiro de álcool misturado a perfume barato impregnava o ar, e as luzes piscantes tornavam o ambiente ainda mais sufocante. Mulheres seminuas deslizavam entre os clientes, oferecendo sorrisos ensaiados e toques oportunistas, tentando chamar atenção.

Os clientes já estavam à nossa espera, cercados por bebidas caras e acompanhantes que se esfregavam neles como se fossem parte da mobília. Não perdi tempo com distrações, indo direto ao ponto. Algumas rodadas de conversa e o acordo foi fechado sem complicações. Estava reunindo os documentos quando o celular de Lucian vibrou sobre a mesa. Ele hesitou por um segundo antes de atender. Assim que ouviu a voz do outro lado da linha, sua expressão mudou. A preocupação estampou seu rosto como se tivesse levado um soco.

— Henry, eu preciso ir… — Sua voz saiu abrupta, carregada de urgência. Ele já se levantava antes mesmo de terminar a frase. — Você se importa de concluir tudo sem mim?

Fronzi o cenho.

— É a Kate? — Eu perguntei, observando sua inquietação.

Lucian apenas assentiu, já guardando o celular no bolso.

— Não se preocupe, vai lá. Me manda notícias.

Ele saiu apressado, praticamente empurrando quem estivesse no caminho.

Suspirei, observando ao redor. Os clientes, já bêbados, gargalhavam alto enquanto se deixavam levar pelo toque das dançarinas. Peguei minha pasta e comecei a organizar os papéis, ansioso para sair dali o quanto antes, tomei o resto da bebida que estava no copo. Foi quando senti uma presença parada bem à minha frente.

— Henry Carter. — A voz feminina e carregada de malícia me fez erguer o olhar.

Ela estava diante de mim, vestindo um vestido vermelho tão curto que mal cobria as coxas, o decote revelando muito mais do que o necessário. O sorriso era venenoso, e os olhos brilhavam com algo que eu já conhecia bem: provocação mascarada de interesse genuíno.

— Henry Carter, um homem casado em uma boate como essa. — A voz melosa me fez erguer o olhar. Mia estava ali, parada diante de mim, vestida com um vestido vermelho justo e decotado demais. Seu sorriso era falso forçado, os olhos brilhando com uma diversão maliciosa. — Sua babá não sabe como esquentar sua cama direito, querido?

Meu maxilar se contraiu, meu humor piorando instantaneamente.

— Mia. — Eu rangi os dentes, terminando de organizar os documentos. Levantei-me para sair, mas um súbito mal-estar me atingiu. A visão turvou por um instante, e precisei me segurar no encosto do sofá para não perder o equilíbrio.

Mia deu um passo à frente, e o perfume adocicado dela ficou mais forte, enjoativo.

— Você não me parece muito bem. — Ela comentou, fingindo preocupação enquanto deslizava os dedos frios pelo meu ombro. Sua voz estava carregada de malícia. — Precisa de ajuda?

Minha boca estava seca, minha cabeça latejava, o suor escorria pela minha têmpora.

— Não preciso de nada que venha de você. — Eu resmunguei, tentando puxar a gravata que parecia me sufocar. Um formigamento estranho percorreu meus membros, e minha língua ficou pesada.

Mia riu baixo, inclinando-se para sussurrar em meu ouvido.

— Devia tomar mais cuidado com o que bebe, Henry. — Seu tom malicioso fez minha pele arrepiar. — Nunca se sabe o que os barmen podem ter colocado no seu drink.

O alerta disparou em meu cérebro, mas eu já estava fraco demais.

— Mia... o que você fez? — Minha fala saiu arrastada, e minha visão ficou ainda mais turva.

Ela apenas sorriu, e então vi outra silhueta se aproximar.

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