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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 138

POV: LAUREN

O silêncio nos engoliu por um instante. Meu coração martelava em desespero contra minhas costelas, e minha garganta queimava. Eu precisava dizer. Eu precisava que ele soubesse.

— Porque eu te amo! — gritei. O impacto fez Henry parar. Ele ficou imóvel, os olhos cravados em mim com intensidade. Meu corpo tremia, e minha respiração vinha em soluços irregulares. Eu nunca tinha dito aquelas palavras antes. Nunca as tinha pronunciado com tanta verdade.

Ele não se moveu. Apenas me olhava, os olhos brilhando com algo que eu não conseguia decifrar.

— E eu tive medo! — minha voz falhou, um soluço escapando antes que eu pudesse controlá-lo. — Medo de ser rejeitada, medo de que você me odiasse, medo de que você não quisesse o meu filho... Medo, Henry. Medo de te perder.

O que veio a seguir foi um riso amargo.

— E olha só onde esse seu medo nos trouxe. — Seu tom carregado de sarcasmo fez meu estômago revirar. Ele ergueu o queixo, assumindo aquela postura calculista e impenetrável que eu conhecia bem. Um escudo contra qualquer emoção que ameaçasse atingi-lo.

— Não ouse colocar toda a culpa em mim! — minha voz tremeu, mas não recuei. Eu sabia que tinha errado, sabia que tinha mentido, mas não aceitava ser a única vilã dessa história. Apontei o dedo para ele, meu corpo vibrando de tensão, o suor frio escorrendo pela minha nuca. — Sim, eu deveria ter contado antes! Mas eu fiz isso por amor, Henry! Porque eu queria uma família ao seu lado! Porque Theodor... — minha voz embargou, e eu engoli em seco antes de continuar. — Porque Theodor é como um filho para mim, e você sabe disso.

— Será mesmo que ama ou isso é mais uma de suas mentiras? — Henry acusou, a voz impiedosa e carregada de incredulidade.

Abri os lábios, mas as palavras não saíram. Meu peito ardia, a dor apertava minha respiração. Balancei a cabeça, tentando conter as lágrimas que continuavam a descer.

— Claro, eu não os amo por ter tido medo de contar a verdade. — Minha voz saiu carregada de frustração e cansaço. Vi sua postura vacilar, sua mão erguer-se em minha direção, hesitando antes de recuar. — Mas você acha que foi melhor? Gritar para o mundo que me amava enquanto estava com outra? E pior, com sua ex-noiva?

— Eu não te traí! — Henry gritou, os olhos inflamados de raiva. — Mas quer saber, Lauren? Deveria ter feito isso, porque assim me sentiria menos idiota por ter confiado em você, por ter te amado do jeito que amo. É isso que dói. Saber que esse bebê não é meu filho. Que nunca vou vê-lo crescer, correr pela casa me chamando, tirando minhas noites de sono, brincando com Theo. Que nunca vou te ajudar a dar banho nele ou dormir ao seu lado com ele na nossa cama. Isso é dor, Lauren. Ver o maior desejo da minha vida reduzido a nada. E pior ainda, saber que essa criança é filho do seu ex-marido.

— E como acha que eu me sinto? — Minha voz falhou, o peito subindo e descendo tão rápido que minhas pernas fraquejaram. Ele notou e deu um passo à frente, mas recuei. — Ethan tentou me violentar, mesmo sabendo que eu estava grávida. Me traiu. Me jogou na rua sem nada.

Henry congelou. Sua respiração ficou mais pesada, e sua mandíbula se contraiu.

— E achou justo me enganar? — sua voz veio baixa, mas afiada.

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