POV: LAUREN
Paramos em frente ao portão da mansão imponente, e eu não consegui evitar olhar em volta com admiração. Era maior e mais grandiosa do que a casa onde cresci, senti pequenas mãos quentes segurarem as minhas. Olhei para baixo e encontrei o sorriso mais inocente e doce de Theodor.
Era essa a sensação de ter uma criança ao seu lado? Meu coração apertou ao imaginar que em breve estaria segurando as mãozinhas do meu próprio filho.
— Vamos, fada! — Theo exclamou com a empolgação típica de uma criança. — Quero te mostrar a casa. Tem muitos lugares para brincarmos!
Antes que eu pudesse dizer algo, ele já estava me puxando pela mão, guiando-me para dentro. A entrada era tão impressionante quanto o exterior. Seguimos em direção à escada quando ouvimos um som seco de alguém limpando a garganta atrás de nós.
— Esqueceram de mim? — A voz firme e imponente de Henry preencheu o espaço, interrompendo o entusiasmo de Theo. Ele estava parado no corredor, com a postura casual e ao mesmo tempo dominadora, uma das mãos no bolso. Seus olhos sérios alternavam entre mim e Theo, avaliando a cena. — Sra. Becker, precisamos conversar. Acompanhe-me ao meu escritório.
Eu abri a boca para responder, mas Theo foi mais rápido. Ele parou na minha frente, cruzando os braços com uma expressão que misturava desafio e indignação.
— Não! — Theo gritou, o tom carregado de teimosia. — Ela vai brincar comigo agora! Foi pra isso que a fada veio.
Henry arqueou uma sobrancelha, claramente surpreso com a audácia do sobrinho. Ele soltou um leve suspiro e deu um passo à frente, mantendo a calma, mas com aquele ar autoritário que parecia nunca o abandonar.
— Theodor — disse ele, em um tom baixo e controlado. — Não é assim que você vai conseguir o que quer.
— Eu não me importo! — Theo rebateu, batendo os pés no chão. — Ela é minha fada, e eu quero brincar agora!
— Não, Theodor. Ela veio para cuidar de suas necessidades, não para ficar brincando de casinha. — Henry respondeu em tom frio, lançando um olhar severo para o sobrinho.
Olhei de um para o outro, percebendo o quanto suas expressões eram incrivelmente parecidas. A postura autoritária, o olhar desafiador... Era quase cômico como ambos se refletiam, mas, naquele momento, a tensão era evidente.
— Primeiro as obrigações, depois a diversão. Já discutimos isso antes. — Henry finalizou, sua voz carregada de autoridade.
— Tudo para você é trabalho, Tio Henry. — Resmungou Theo, sua voz carregada de uma tristeza que rapidamente deu lugar à frustração. — Mas ela vai brincar comigo agora!
— Theodor Carter, vá para o seu quarto imediatamente! Eu não tenho paciência para suas birras! — Henry explodiu, o tom firme e as narinas dilatadas demonstrando claramente sua irritação.
Antes que eu pudesse intervir, Theo correu em direção ao tio e deu um chute na canela dele, arrancando um grunhido furioso de Henry. Theo então disparou escada acima, parando no topo para gritar com toda a força dos seus pulmões:

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