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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 16

Balançando a cabeça, respirei fundo e bati levemente na porta do quarto de Theodor. Ele estava deitado de bruços na cama, os ombros tremendo com os soluços que tentava esconder. Aproximei-me devagar, sentando-se na beirada da cama e passando a mão em seus cabelos com gentileza.

— Theo, olha só o que eu trouxe. — Eu falei, levantando um livro de contos. — Que tal uma história?

Ele levantou o rosto rapidamente, os olhos ainda inchados de tanto chorar. Limpou o nariz com a mão e assentiu, ajustando-se na cama para ficar mais confortável. Peguei um lenço na mesinha e limpei os resquícios das lágrimas em seu rosto antes de depositar um beijo suave em sua testa.

— Sabe, Theo, sua atitude com seu tio mais cedo não foi certa. — Comecei, enquanto ele me olhava com uma mistura de culpa e teimosia. — É normal se sentir bravo e frustrado às vezes, mas isso não significa que podemos machucar as pessoas, nem mesmo os sentimentos delas.

— Tio Henry não tem sentimentos, fada. Ele é um robô! — Resmungou Theo com um bico adorável, cruzando os braços. — Ele me odeia.

Fiquei surpresa com o peso daquelas palavras e franzi o cenho, afagando seus cabelos macios que eram tão parecidos com os do tio.

— Por que você acha isso, pequeno? — Perguntei com suavidade, tentando entender o que estava se passando em sua cabecinha.

Ele desviou o olhar e mexeu nos lençóis, hesitante.

— Ele nunca quis uma criança. — Murmurou com tristeza, sua voz baixa quase um sussurro. — Ele só ficou comigo porque foi obrigado.

Meu coração apertou ao ouvir aquilo. Suspirei, puxando-o mais para perto, querendo aliviar ao menos um pouco de sua dor.

— Theo, se isso fosse verdade, ele poderia ter mandado você para um colégio interno ou deixado outra pessoa cuidar de você. Mas ele não fez isso, fez? — Observei com carinho. — Eu sei que o seu tio não é o homem mais fácil de lidar, mas, pelo que vejo, ele está tentando se adaptar e aprender a ter você por perto.

Theo permaneceu em silêncio, refletindo sobre minhas palavras, enquanto eu abria o livro.

— Que tal aproveitarmos a história e darmos um passo de cada vez? Amanhã, trabalhamos nisso juntos. Pode ser?

Theo apenas assentiu em silêncio. Comecei a ler com calma, e não demorou muito para que ele relaxasse. Seu pequeno corpo ficou mole, e sua respiração se tornou leve e regular. Ele caiu em um sono profundo enquanto eu ajustava os cobertores ao seu redor. Beijei sua testa com carinho, observando por um momento os traços delicados de seu rosto, tão inocente e sereno. Saí do quarto na ponta dos pés, mas antes de fechar a porta, ouvi sua voz suave e sonolenta.

— Estou feliz que você está aqui, fada.

Meu coração se apertou com ternura, e um sorriso escapou dos meus lábios.

— Eu também, meu pequeno valente.

Fui para o meu quarto, troquei de roupa e me joguei na cama, sentindo a exaustão finalmente me atingir.

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