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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 17

POV: LAUREN

Era realmente desafiador acompanhar a rotina apertada de Theodor. Sua agenda era tão lotada que, quase todas as tardes, ele terminava completamente exausto. Henry, como sempre, não abria mão da perfeição. Ele era rígido com horários, postura, aparência impecável e, especialmente, com as notas de Theo.

— Theodor, você precisa se dedicar mais! — Disse Henry duro, sua voz carregada de preocupação enquanto observava as provas sobre a mesa. Ele soltou um longo suspiro, claramente cansado, suavizando. — Se está com dificuldades nas matérias, posso providenciar aulas de reforço para você ou eu mesmo te ensinar, o que acha garotão?

— Mais estudos, tio Henry? — Resmungou Theo, o tom nervoso enquanto cruzava os braços e fazia um bico. — Eu não quero!

— Mas você precisa! — Henry retrucou sem hesitar, bufando em seguida. — Theo, quero garantir que você tenha um bom futuro, por que não consegue ver isto? Você é um Carter, este império será seu no futuro.

— Sei, até você arrumar seu próprio filho e me esquecer. — Acusou Theo, desviando o olhar de Henry que o olhava surpreso. — Aí tudo será dele, até você!

— Garotão não precisa ter medo de me perder, eu não vou a lugar algum e você também não. — Ponderou Henry com um sutil sorriso brincando em seu rosto pelas palavras do sobrinho. — Te dou a minha palavra.

— Igual fez com o meu pai e aí ele morreu? — Soltou Theodor ríspido, fechando o semblante quase que imediatamente junto ao tio. — Eu não quero mais aulas.

Soltei um suspiro alto demais, sem perceber, e imediatamente os dois voltaram os olhos para mim. Henry arqueou uma sobrancelha com um olhar severo.

— Tem algo a acrescentar, Sra. Becker? — Ele perguntou, com aquele tom afiado que sempre usava quando queria me colocar contra a parede.

Theo me lançou um olhar que partia o coração, seus olhos brilhando de expectativa.

— Sr. Carter, com todo respeito, acredito que as notas de Theodor estão caindo por conta do cansaço causado pela agenda puxada. — Falei de forma firme, mantendo um tom profissional. Antes que Henry pudesse me interromper, ergui a mão, sinalizando que ainda não havia terminado. — Por favor, deixe-me concluir.

Ele recostou-se em sua poltrona, cruzando os braços enquanto erguia o queixo em minha direção, exibindo um sorriso arrogante.

— Prossiga, Srta. Becker. — Disse ele, com uma pitada de desafio em sua voz.

Respirei fundo, mantendo a compostura.

— Estudos são importantes, claro, mas acredito que a abordagem atual pode não estar funcionando. Talvez seja necessário torná-los mais leves e envolventes. Eu gostaria de tentar ajudar Theodor com um método mais dinâmico, algo que torne o aprendizado menos exaustivo e mais divertido.

Henry, arqueava uma sobrancelha, claramente desconfiado.

— E que método seria esse? — Ele perguntou, sua voz carregada de ceticismo.

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