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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 165

POV: LAUREN

— Henry, por favor... Você está exausto. Hoje foi um dia difícil. — Tentei manter a calma, mas minha voz falhou. Eu só queria impedi-lo de continuar. Queria calá-lo antes que suas palavras me quebrassem de vez.

— Tem sido difícil desde que terminamos! — ele explodiu, a voz firme, dolorida, jogando a verdade sem qualquer proteção. Meu corpo travou. Arregalei os olhos, sentindo o sangue escoar do rosto. — Theodor fugiu porque não conseguia mais suportar a dor de não nos ver juntos. E eu sei exatamente como isso machuca. Todos os dias, Lauren. Eu odeio voltar para a casa e não encontrar você. Odeio o silêncio. Odeio não ouvir o riso do Theo ecoando nos cômodos enquanto vocês brincavam, odeio essa cama vazia e fria, onde vocês se jogavam em meus braços me apertando ali deixando com pouco espaço, mas tão cheio de amor. Eu odeio fingir que estou bem.

Engoli seco. Me levantei em um impulso, recuando. O coração acelerado, a garganta apertada.

— Não faz isso... por favor... — Eu pedi, com a voz baixa, quase um sussurro tremido.

Mas ele já estava em pé. Em um segundo, estava diante de mim. Me puxou com força e me prendeu contra a parede. Seu corpo pressionava o meu. Estávamos muito próximos. Demais. O ar parecia desaparecer.

— Henry... — Eu implorei, com a voz trêmula, os olhos marejando. — Não complique ainda mais as coisas...

— Eu não estou complicando. — Ele sussurrou, a respiração quente batendo contra meu rosto. Se inclinou devagar, e seus lábios roçaram os meus com tanta delicadeza que doeu. — Estou tentando descomplicar. Estou tentando fazer o que já devia ter feito.

— O que você quer dizer com isso? — Eu sussurrei, arfando. Meu peito subia e descia com desespero. O toque dele, o cheiro, a proximidade… tudo me confundia, tudo doía.

— Estou dizendo que se dane o passado. Que se dane o que aconteceu. — Sua mão segurou meu queixo com firmeza, me obrigando a encarar ele. Seus olhos estavam vermelhos, não de raiva, mas de lágrimas acumuladas. — Eu não me importo se o bebê não é meu. Eu quero vocês. Eu quero ser o pai da Alice, ser o pai do Theodor. Eu quero ser seu marido, Lauren. Eu te amo. E estou cansado de fingir que a mágoa vale mais do que o amor que ainda sinto.

Minha respiração falhou. Um soluço escapou. As palavras dele me atravessaram, rasgando tudo por dentro. Eu não sabia o que dizer. Nem o que fazer. Meus joelhos enfraqueceram, e eu tremi entre os braços dele, sentindo meu mundo inteiro virar de cabeça para baixo.

— Henry... — Eu murmurei, a voz falhando, o choro preso na garganta. Eu só conseguia olhar para ele, sem forças, sem rumo.

Ele deu mais um passo, aproximando-se devagar, até que sua mão tocou meu rosto com cuidado. Sua palma estava quente, firme. Fechei os olhos por um instante, sentindo o leve roçar de seus dedos na minha pele sensível. Quando abri, ele estava ali, tão perto que pude sentir o hálito fresco tocando minha bochecha. Meu corpo arrepiou no mesmo instante. O coração batia rápido demais, como se quisesse escapar do peito.

— Você me ama, Lauren. Eu vejo isso nos seus olhos... eu sinto. — Ele sussurrou, com a voz grave, mas carregada de dor. — Vamos parar. Parar de nos machucar. Parar de machucar o Theodor. Vamos ser uma família. Como deveríamos ter sido desde o começo.

Tremi. A garganta apertou. A vontade de acreditar era enorme, mas o medo gritava mais alto.

— E se... se o Ethan descobrir que o bebê é dele? — Eu perguntei, gaguejando entre soluços. — E se ele quiser a guarda? Eu menti para você, Henry... Eu menti. Por que está dizendo essas coisas agora?

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