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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 173

POV: LAUREN

Meus pelos se arrepiaram no instante em que senti uma carícia suave deslizar pelo meu braço nu. Abri os olhos devagar, ainda sonolenta, o corpo pesado e completamente relaxado, como se cada músculo estivesse derretido após a noite intensa que passamos juntos. Suspirei, sorrindo ao encontrar Henry sentado ao meu lado, com os olhos fixos em mim. Seus dedos traçavam círculos leves na minha pele, e havia algo de hipnotizante na maneira como ele me observava.

— Estava me vendo dormir? — Eu perguntei em um tom preguiçoso, enquanto me espreguiçava, sentindo um leve incômodo prazeroso nos músculos doloridos. Nossa conexão física tinha sido intensa, íntima, e meu corpo ainda carregava os sinais disso. — Ou estava me vigiando para garantir que eu não fugisse?

— Um pouco dos dois. — Ele respondeu com um sorriso largo, sua voz baixa e arrastada fazendo meu estômago se contrair. Em seguida, me entregou uma xícara de chá quente. Sentei-me devagar, bocejando, e seu toque voltou ao meu rosto, delicado, carinhoso. Seus dedos deslizaram pela minha pele como se quisessem memorizar cada traço.

— Você está incrivelmente linda. — Ele murmurou, os olhos intensos me prendendo.

— Já passou a noite comigo, Sr. Carter. Não precisa ser galanteador. — Eu provoquei, arqueando uma sobrancelha, tentando esconder o calor que subia pelas minhas bochechas.

Ele riu, negando com a cabeça. Era um som grave, envolvente, que fazia algo vibrar dentro de mim. Notei então que ele estava vestido com roupas sociais. Franzi o cenho, confusa.

— Que horas são?

— Um pouco mais que duas da tarde. — Henry respondeu com naturalidade, enquanto se ajeitava na lateral da cama, o olhar ainda pregado em mim. — Acho que suguei todas as suas energias.

O rubor tomou conta do meu rosto. Mordi o lábio inferior, envergonhada. Ele adorava me deixar assim, vulnerável e corada.

— Fica ainda mais linda tímida e com essa carinha de preguiça. — Ele provocou, inclinando-se até encostar o nariz no meu. A respiração dele roçou meus lábios, e um arrepio percorreu minha espinha. Suspirei, sentindo o peito aquecer com o toque da sua presença.

— Por que não me acordou antes? — Eu resmunguei baixinho, afagando seus cabelos perfeitamente alinhados. O gesto era íntimo, quase instintivo. — Não devia ter me deixado dormir tanto.

Henry sorriu de canto, os olhos carregados de algo que não era só desejo, mas também admiração.

— Você precisava descansar. A noite foi... intensa. — Seu tom carregava uma mistura de orgulho, desejo e provocação. Eu estremeci, meu corpo respondendo com um arrepio sutil. — E já cuidei de tudo. Theo tomou os remédios, jogamos videogame, estudamos. Também consegui remarcar minhas reuniões e despachar um cliente irritante antes do almoço.

— Que horas você levantou? — Eu perguntei surpresa, arregalando os olhos e, em seguida, os semicerrando enquanto o avaliava. — Sr. Carter, você ao menos dormiu?

— Quem precisa dormir quando se tem uma bela mulher em sua cama? — Ele mordeu o lábio, os olhos me queimando com desejo e diversão.

— Henry! — Eu protestei, dando um tapa em seu ombro. Ele riu, inclinando-se e roçando os lábios no meu pescoço. Seu toque me fez arfar, estremecer sob sua pele quente.

— A culpa é sua, sabia? — Henry sussurrou, tirando a xícara das minhas mãos e deslizando os braços pela minha cintura, me puxando contra seu peito firme. O calor do seu corpo era reconfortante e excitante ao mesmo tempo. — Por me deixar louco de saudades de você.

— Achei que tínhamos resolvido isso esta madrugada. — Eu murmurei entre risos baixos, puxando-o pelo colarinho enquanto me inclinava para trás. Ele me olhou sério, os olhos escurecidos pelo desejo, e roçou os lábios nos meus.

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