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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 177

POV: LAUREN

— É exatamente por isso que ele está tão animado para ir com você, Becker. — Henry comentou, balançando a cabeça como se estivesse entregando um segredo.

Lucian riu e completou com seu típico tom debochado:

— Esses eventos são cansativos, cheios de falsidade e protocolos que ninguém suporta de verdade. — Ele ergueu uma sobrancelha, me lançando um olhar divertido. — Não relaxamos. Só trabalhamos dobrado fingindo que estamos nos divertindo.

Eu não consegui conter uma risadinha abafada, sentindo a tensão diminuir um pouco entre nós.

Henry então se aproximou, seus olhos se fixando nos meus com aquele brilho intenso que sempre fazia meu corpo estremecer involuntariamente.

Ele parou tão perto que eu pude sentir o calor da sua pele, mesmo sem que nos tocássemos.

— Pronto. — Henry declarou, com aquele tom firme que não deixava espaço para discussões. — Está resolvido. Lucian vai te acompanhar.

Senti meu peito apertar de emoção, um misto de ansiedade e alívio me atravessando.

Antes que eu pudesse responder, ouvimos a voz de Theodor nos chamando do andar de baixo.

Henry deslizou a mão para o meu braço, seus dedos quentes acariciando minha pele de leve, em um gesto que parecia querer me ancorar ali com ele.

O toque foi breve, mas intenso o suficiente para me fazer suspirar e estremecer discretamente.

— Vamos. — ele murmurou baixo, a voz grave roçando meus sentidos, causando arrepios em toda minha pele.

Descemos as escadas juntos, Henry ao meu lado o tempo todo, sua mão repousando em minhas costas, acariciando de forma lenta e protetora. Seu toque me aquecia, transmitindo segurança a cada passo que eu dava. Meu coração batia rápido dentro do peito, em um ritmo descompassado, consciente de que, ao contar a Theo o que tínhamos decidido, não haveria volta.

Não poderíamos magoá-lo de novo. Não poderíamos falhar com ele. Nosso casamento precisava dar certo.

Quando chegamos ao térreo, vi Theo sentado no sofá, o pezinho engessado apoiado cuidadosamente sobre uma almofada.

Ele segurava um carrinho pequeno, empurrando-o sobre a almofada como se estivesse em outra realidade, mas bastou levantar o olhar e nos ver para que seu rosto se iluminasse de uma forma que fez meus olhos arderem, cheios de emoção.

— Fada! — ele gritou, deixando o brinquedo cair de lado sem hesitar.

Meu peito se apertou ao vê-lo tentar se levantar rapidamente, o corpo pequeno desequilibrando na pressa de chegar até mim.

— Calma, campeão. — Henry disse, sorrindo, alcançando-o antes que pudesse colocar peso no pé machucado.

Fui até eles devagar, sentindo cada músculo do meu corpo tenso de emoção. Me ajoelhei na frente de Theo, para ficar na altura dele.

Quando nossos olhos se encontraram, meu coração pareceu parar por um instante. O amor que eu sentia por aquele menino era tão grande que doía.

Theo não pensou duas vezes. Se jogou nos meus braços, apertando o rosto contra o meu ombro com uma força que só crianças são capazes de usar quando amam sem reservas.

Segurei-o com todo o cuidado, passando a mão por suas costas pequenas, sentindo o calor do seu corpinho e o ritmo apressado do seu coração batendo junto ao meu.

Fechei os olhos, respirando fundo, gravando aquele momento na memória como uma âncora para os dias difíceis que pudessem vir.

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