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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 178

POV: LAUREN

Me olhava no espelho, ajustando o terninho social escuro que disfarçava o volume da minha barriga. Não tinha vergonha de estar grávida, longe disso, mas sentia a necessidade de proteger minha bebê dos olhares curiosos e das perguntas invasivas. Também me incomodava profundamente a forma como desconhecidos achavam que tinham o direito de tocar minha barriga, como se minha gravidez fosse um espetáculo público.

Terminei a maquiagem discreta, apenas o necessário para passar a imagem de uma mulher de negócios segura. Enquanto ajeitava o último botão do blazer, ouvi sua voz atrás de mim, carregada de um charme que sempre me desmontava.

— Nossa, você está deslumbrante. — Henry disse, a voz baixa e envolvente, fazendo meu coração acelerar. Me virei para ele, sorrindo sem conseguir evitar.

— Fique com a minha empresa, seja a minha CEO, seja o que quiser, minha. Estou completamente rendido. — Ele acrescentou, com aquele olhar intenso que parecia desnudar minha alma.

Dei uma risadinha abafada, tentando conter a onda de emoção que me atravessava, e o provoquei:

— Faça sua proposta e envie para o meu e-mail. Quem sabe eu considere seu pedido? — Eu respondi com um sorriso largo, sentindo a leveza momentânea nos invadir. — Não acha que está exagerando um pouco?

Voltei a olhar para o espelho, os dedos trêmulos ajustando nervosamente o blazer. A insegurança me atravessava como um sopro gelado, denunciando o turbilhão interno que eu tentava esconder.

Henry se aproximou sem pressa, seus passos firmes e dominantes preenchendo o ambiente. Parou atrás de mim e me envolveu com seus braços, apoiando o queixo no meu ombro. Seu olhar encontrou o meu através do reflexo e, naquele instante, toda a tensão pareceu se dissolver sob a presença sólida que ele sempre me oferecia.

— Você está elegante. Profissional. Vão te levar a sério, Lauren. — A firmeza na voz de Carter me arrancou um suspiro trêmulo. — E eu tenho certeza de que você vai voltar com um belo investimento em sua empresa.

Fechei os olhos por um breve momento, buscando força no calor que o corpo dele me transmitia. Henry me virou com delicadeza, um sorriso torto brincando em seus lábios, e acariciou meu rosto com as pontas dos dedos, despertando arrepios imediatos em minha pele sensibilizada.

Então, ele selou nossos lábios em um beijo suave, cheio de ternura, como se quisesse acalmar todos os meus medos.

— Gostaria de poder ir com você. — Ele murmurou contra meus lábios, a voz rouca de preocupação.

Sua mão deslizou até minha barriga, acariciando-a com um carinho que apertou meu peito de tanta emoção. Era quase doloroso o quanto ele se importava, o quanto a ausência física o atormentava.

— Não gosto da ideia de vocês duas estarem longe dos meus braços. — Henry completou, com o tom baixo e carregado de uma proteção que só fazia crescer meu desejo de nunca mais sair dali.

— Olha só, filha, quem se tornou um pai superprotetor. — Eu sussurrei para minha barriga, acariciando-a com carinho, enquanto lançava um sorriso provocativo para Henry.

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