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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 179

POV: LAUREN

— Ficaremos longe apenas um dia, pare de ser exagerado. — Eu respondi rindo, sem resistir à tentação de envolver meus braços ao redor de seu pescoço, puxando-o para um beijo profundo, quente, onde despejei todo o amor e o anseio que já começava a me apertar o peito.

Nossos lábios se encontraram em um encaixe perfeito, e por um instante, o mundo lá fora deixou de existir.

— Eu te amo. — Eu sussurrei contra seus lábios, sentindo sua respiração pesada contra a minha pele. — Voltarei em breve para o nosso lar.

Henry roçou a ponta do nariz no meu antes de murmurar, com a voz rouca e carregada de desejo:

— Vai ter que me compensar... com juros, Sra. Lauren. — Henry sorrio malicioso acendendo ainda mais a chama que já queimava entre nós.

Ele aprofundou o beijo com uma fome que fez minhas pernas fraquejarem, sugando o ar dos meus pulmões, me deixando trêmula e completamente entregue. Quando finalmente se afastou, seus olhos estavam escuros, brilhando de um jeito que misturava possessividade e ternura.

Sorri, sentindo o coração apertar dolorosamente no peito.

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, uma batida discreta soou na porta.

— Lucian já chegou, senhorita. Está aguardando no carro. — A empregada avisou do outro lado, a voz respeitosa.

Respirei fundo, tentando controlar a onda de tristeza que me invadiu subitamente. Me despedi de Henry e Theo com abraços apertados e beijos demorados, prometendo que ligaria assim que possível para contar como tudo tinha corrido. Também prometi, após um verdadeiro interrogatório do Sr. Carter, que enviaria mensagens atualizando como estava me sentindo a cada etapa do dia.

Henry estava absurdamente zeloso, um lado dele que, mesmo exagerado, apenas aumentava o amor que eu sentia. Seu cuidado, sua preocupação excessiva, suas manias de querer proteger a todo custo, tudo isso me atravessava como uma âncora, me prendendo a ele de um jeito que era impossível de explicar.

A despedida deixou um gosto amargo na boca, um vazio desconfortável que eu tentei ignorar ao entrar no carro.

O caminho até o aeroporto privado foi tranquilo. Lucian, sempre atento e divertido, aproveitou o trajeto para me dar dicas valiosas de negociação. Também revisamos alguns pontos da minha proposta, e suas piadas bobas, que geralmente vinham acompanhadas de caretas exageradas, arrancaram risadas genuínas de mim, ajudando a aliviar a tensão que começava a se acumular no fundo do meu estômago.

— Você e a Kate realmente dariam muito certo. — Eu comentei, ainda rindo, enxugando as lágrimas que escapavam dos olhos por causa da crise de riso. — Vocês têm o mesmo péssimo gosto para piadas.

Meu sorriso começou a esmorecer quando percebi a mudança em Lucian. O sorriso debochado desapareceu, substituído por uma expressão séria, carregada de algo mais profundo.

— Oh, me perdoe... — Eu disse rápido, sentindo um aperto na boca do estômago. — Eu não quis ser invasiva ou indelicada.

— Você não foi, Lauren. Está tudo bem. — Ele respondeu, mas seu suspiro pesado e a maneira como apertou o volante deixaram claro que algo o incomodava. Seu olhar permaneceu preso à estrada, como se precisasse de alguns segundos para organizar o que vinha a seguir.

— É que... — Lucian começou, a voz mais baixa, quase relutante. — Eu só queria entender a sua amiga, sabe? Queria compreender o que ela sente por mim. Porque, francamente... — Ele soltou uma risada amarga, sacudindo a cabeça. — Estou pagando todos os meus pecados com as mulheres na mão de Kate.

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