— O Sr. Carter está apenas cumprindo o desejo dos pais do garoto, Sra. Lauren. — Respondeu à governanta, olhando para mim com um semblante neutro.
Minha curiosidade foi instantânea.
— Como assim? — Perguntei, arqueando uma sobrancelha.
Ela deu uma olhada rápida ao redor, como se quisesse garantir que ninguém mais estava ouvindo, e abaixou a voz.
— Essa agenda foi criada pelo pai de Theodor, o Sr. Finn, pouco antes de seu falecimento. Foi uma condição para que o Sr. Henry custeasse toda a educação do garoto. — Ela suspirou, quase conspirando. — Para ser honesta, sempre achei que o Sr. Finn era um aproveitador. Ele sobrecarregava o irmão e, francamente, não dava a mínima para o filho.
Fiquei surpresa com o tom direto e a sinceridade da governanta. Antes que pudesse responder, a cozinheira, que até então estava concentrada, interrompeu:
— É verdade. O Sr. Henry sempre esteve mais presente na vida de Theodor do que o próprio pai.
— Mas então, por que Theodor é tão hostil com o tio? — Inclinei-me um pouco para frente, tentando captar cada palavra.
A governanta fez um gesto discreto, pedindo paciência. — O Sr. Finn tinha uma relação complicada com o irmão. Ele o invejava profundamente. Isso ficou evidente quando o Sr. Henry o trouxe para a empresa e lhe deu uma pequena parte da sociedade. — Sua voz abaixou ainda mais. — Já presenciei Finn falando coisas horríveis sobre Henry para Theodor, envenenando o garoto contra ele.
— Que tipo de coisas? — Perguntei, minha curiosidade agora misturada com indignação.
— Que Henry queria roubar tudo dele, até mesmo a atenção de Theo. — Ela balançou a cabeça em reprovação. — E, por incrível que pareça, chegou a acusar a própria esposa, Emma, de ter um caso com o Sr. Henry.
A cozinheira largou a colher com um barulho seco na bancada.
— Mas isso é um absurdo. O Sr. Henry é um homem honrado. Jamais se envolveria com a esposa do irmão. Ele é rígido, sim, mas tem seus princípios.
Fiquei imóvel, tentando processar as informações.
— Ele... Ele foi acusado disso? — Perguntei, ainda incrédula.
A cozinheira assentiu.
— Finn era cheio de inseguranças e usava Theo como arma. E agora, o menino só sabe o que o pai disse sobre o tio.
Agora tudo fazia sentido: a postura séria de Henry, o motivo de ele ser tão reservado, e até mesmo a dificuldade de criar laços com Theo.
Quem realmente era Henry Carter?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A BABÁ GRÁVIDA DO CEO