POV: LAUREN
Corri para o quarto o mais rápido que pude, fechando a porta atrás de mim e tentando recuperar o fôlego. Apoiei-me contra a madeira, sentindo meu coração martelar no peito. Theo estava sentado na cama com o controle na mão, um sorriso animado iluminando seu rosto.
— Fada! Eu escolhi um monte de filmes. — Ele disse empolgado, apontando para TV orgulhoso. — A gente vai assistir todos, né?
Forcei um sorriso, tentando esconder meu estado.
— Claro, meu pequeno valente. Vamos assistir o quanto você aguentar antes de cair no sono. — Eu caminhei até a cama e me sentei ao lado dele, mas antes que eu pudesse me acomodar, os olhos atentos de Theo se estreitaram em preocupação.
— Fada, o que aconteceu com o seu braço? — Ele apontou para o local onde as marcas de dedos de James ainda eram visíveis, roxas e nítidas contra a minha pele.
Engoli em seco, puxando a manga do pijama para baixo.
— Oh, isso? — Eu soltei uma risada nervosa, tentando parecer despreocupada. — Eu sou muito desastrada, Theo. Acho que bati em alguma coisa sem perceber.
Ele franziu a testa, claramente desconfiado, mas não insistiu. Em vez disso, voltou sua atenção para os filmes, e eu suspirei aliviada.
— Certo, vamos começar com o meu favorito! — Ele exclamou, empolgado novamente.
Nos acomodamos na cama e começamos a assistir. Theo riu, comentou sobre as cenas e se agarrou a mim nas partes que achava assustadoras. Sua inocência era um bálsamo para o meu coração pesado, e por algumas horas, consegui esquecer o que tinha acontecido.
Quando finalmente ele pegou no sono, o pequeno corpo aninhado ao meu lado, levantei-me com cuidado para não o acordar. Ajustei o cobertor sobre ele, beijei sua testa e sussurrei:
— Boa noite, meu pequeno valente.
Saí do quarto e fechei a porta silenciosamente, encostando na parede do corredor. A pressão do dia inteiro finalmente me atingiu, e minha respiração ficou irregular. Fechei os olhos, tentando afastar a lembrança das mãos de James em mim, das palavras nojentas que ele havia dito. Mas era impossível.
Minhas pernas começaram a tremer, e deslizei pela parede até me sentar no chão, abraçando os joelhos. Não sei por quanto tempo fiquei ali, perdida no meu desespero. Quando ouvi o som de passos, levantei a cabeça, e meus olhos encontraram os sapatos polidos de Henry parados à minha frente.
— Lauren? — Ele ressoou grave, mas havia algo de gentil em seu tom. — Está tudo bem?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A BABÁ GRÁVIDA DO CEO