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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 24

POV: HENRY

Hesitei diante da porta, minha mão pairando no ar, pronta para bater. Mas algo me segurou. O som abafado de seu choro atravessava a madeira, carregado de angústia. Cerrei os punhos, fechei os olhos e soltei um suspiro longo. Eu sabia que, mesmo que perguntasse, ela não me contaria o que estava acontecendo.

Dei meia-volta, irritado, e caminhei para o meu escritório. O perfume de Lauren ainda impregnava minhas roupas, uma lembrança vívida que me incomodava mais do que eu queria admitir. O tremor de seu corpo em meus braços e o medo que transparecia em cada gesto dela permaneciam frescos em minha mente. Isso me deixava inquieto.

Liguei o computador, minha paciência já no limite. Abri as câmeras de segurança da casa, sabendo que tinha uma instalada na cozinha. Enquanto a imagem carregava, passei a mão pelo rosto, tentando manter o controle. Quando finalmente vi o que aconteceu, cerrei os dentes e soquei a mesa com força.

— Droga, Becker! — Rosnei, vendo James agarrá-la à força enquanto ela lutava para se desvencilhar. — Se não pretendia me contar, por que diabos se jogou em meus braços?

Meu olhar ficou fixo na tela. James estava prestes a ultrapassar limites que nem consigo imaginar. Um calor de raiva subiu por minha espinha, minhas mãos tremiam de pura fúria.

Passei para outra câmera e a vi saindo do quarto de Theo, escorregando pela parede até o chão, um pouco antes do nosso encontro. Ela estava encolhida, chorando de forma desamparada. Meu peito apertou. Isso me incomodava mais do que deveria.

— Você deveria se sentir segura aqui. — Eu murmurei, meus dedos tocando a tela como se isso pudesse oferecer algum consolo.

Uma batida suave na porta chamou minha atenção. Antes que eu pudesse dizer algo, ela foi aberta lentamente. Levantei o olhar e vi Theo entrar. Sua expressão estava fechada, o cenho franzido e uma das mãos cerrada ao lado do corpo, como se estivesse segurando a raiva. Olhei rapidamente para o relógio e notei que já era madrugada.

— Garotão, o que faz fora da cama a esta hora? — Perguntei, ameaçando me levantar, mas ele avançou em direção à minha mesa, batendo as mãos contra a madeira com força. Seus olhos brilhavam com lágrimas que ele parecia tentar conter.

— Tio Henry, eu preciso te fazer uma pergunta. — Ele falou direto, sem rodeios. Franzi o cenho, intrigado, enquanto avaliava sua postura. Apesar de seu esforço para parecer corajoso, notei o leve tremor em seu corpo.

— Deve ser algo muito importante para você estar aqui a esta hora. — Comentei, fechando o notebook com cuidado para que ele não visse o conteúdo. Inclinei a cabeça, indicando que ele continuasse. — O que quer me perguntar?

— Você bateu na fada? — A pergunta saiu de forma inesperada e direta. Seus olhos estavam cheios de lágrimas, mas ele mantinha o peito estufado, tentando parecer firme.

Fiquei em silêncio por um momento, surpreso com o que acabara de ouvir. Então, inclinei-me para frente, tentando entender o que o fazia pensar isso.

— Theodor, que tipo de pergunta é essa? — Exclamei, a voz saindo mais grave do que eu pretendia. — Por que você acha que eu bateria na sua babá?

— Quando a fada voltou da cozinha, eu vi os braços dela... estavam roxos. — Ele parou por um momento, respirando fundo, como se as palavras fossem difíceis de sair. — Eram iguais aos da mamãe quando meu papai bebia muito. — A dor em seus olhos era quase insuportável de assistir. — E depois eu a ouvi chorando no quarto... Ela parecia muito triste, tio.

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