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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 43

POV: LAUREN

Abri e fechei a boca algumas vezes, mas nenhuma palavra saía. Meu cérebro tentava processar o que acabara de ouvir. Meus olhos estavam arregalados, presos nele, confusos e intrigados.

— O quê? — Eu murmurei, quase sem voz.

Henry soltou um leve suspiro, divertido.

— Sra. Becker, respire primeiro. — Ele provocou, recuando ligeiramente para me encarar de frente. — Você ouviu perfeitamente. Não me faça repetir.

— O senhor enlouqueceu? — Eu explodi, balançando a cabeça em incredulidade. Passei por ele bruscamente, empurrando seus braços para abrir caminho. — Que tipo de chefe pede a babá do sobrinho em casamento?

— O tipo que quer evitar um escândalo ainda maior. — Henry respondeu com calma, caminhando até a mesa e pegando alguns jornais.

Franzi o cenho, cruzando os braços.

— O que exatamente isso significa? — Eu falei desconfiada.

Ele me estendeu um dos jornais sem dizer nada. Peguei-o e percorri os olhos pelas manchetes. Meu estômago revirou ao ler as palavras “Amante e traidora” em letras garrafais. Meu sangue gelou.

— Isso é um absurdo! Não é verdade! — Eu elevei o tom indignada.

— Eu sei que não. — Henry se encostou na beirada da mesa, cruzando os braços e as pernas. Sua expressão era séria, mas havia um toque de diversão nos olhos. — Precisamos de um plano para conter isso e evitar que a situação saia do controle.

— Sr. Carter, como um casamento resolveria esse escândalo? — Minha voz saiu mais alta e irritada do que eu pretendia. Ele arqueou uma sobrancelha, um sorriso provocador brincando no canto dos lábios.

— Segundo os tabloides, você terminou seu casamento para ficar comigo. — Henry disse, com um tom tranquilo que só aumentava minha frustração.

— E por que você está tão calmo com isso? Estão falando de nós, droga! — Eu me joguei os jornais sobre a mesa e caminhei até a poltrona, afundando-me nela. — Por que a mídia não pode me deixar em paz? Eu não sou interesseira, não traí ninguém. Pelo contrário, fui eu quem foi enganada. Fui burra por amar alguém que nunca me valorizou. Sou uma completa idiota!

— Lauren. — Sua voz me chamou a atenção. Pela primeira vez, ele pronunciou meu nome sem formalidades. Quando levantei o olhar, ele já estava agachado à minha frente. — Olha para mim. — Ordenou suavemente, tocando de leve a ponta do meu nariz, forçando-me a encará-lo. Seus olhos tinham uma intensidade que fez meu coração acelerar. — Eu entendo sua raiva. Também estou furioso. Mas precisamos resolver isso antes que a situação saia do controle e meu nome seja arrastado junto.

— Um casamento comigo? — Minha voz falhou quando senti suas mãos deslizarem pelo meu braço, o toque distraído, mas carregado de intenção.

Um sorriso malicioso surgiu no canto de seus lábios, acompanhado por um brilho perigoso no olhar.

— Eu já disse que não vou dormir com você! — protestei antes que ele pudesse dizer qualquer coisa. Levantei-me apressada, mas Henry segurou meu pulso, me desequilibrando. Caí no sofá, e no reflexo, agarrei sua camisa, puxando-o comigo.

O impacto foi rápido, e quando abri os olhos, ele estava sobre mim, perto demais. Seu perfume tomou meus sentidos, sua respiração acelerada misturando-se à minha. O calor do seu corpo aquecia minha pele, e por um segundo, fiquei paralisada.

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