POV: LAUREN
— Ah, é mesmo? — Carter arqueou a sobrancelha, claramente se segurando para não rir. — E pretende pagar o salário dela todo mês? Com que dinheiro?
— Pode dar minha mesada para ela! — Theo rebateu sem hesitar.
Meu coração se apertou com o gesto. Pousei a mão sobre o peito, emocionada, e sorri diante de tanto carinho.
— Theo, meu pequeno, você não precisa fazer isso. — Me abaixei para ficar na sua altura e o abracei apertado. — Mas obrigada por querer que eu fique.
— Fada, se você for embora, eu também vou! — Theo afirmou com seriedade, nos pegando de surpresa.
— Ei, garotão, não precisa disso. Eu não estou demitindo sua babá. — Henry interveio, massageando a nuca, visivelmente desconfortável.
— Não está? — Theo arregalou os olhos, olhando de mim para o tio. — Então, por que estava todo sério chamando-a aqui? O que queria com ela?
Henry manteve a expressão impassível antes de responder:
— Eu estava a promovendo. — Ele respondeu hesitante.
Me levantei, cruzei os braços e arqueei a sobrancelha, claramente Henry Carter não havia pensado em como contaria sua “ideia brilhante” ao sobrinho.
— Promovendo? — Theo franziu o cenho, confuso. — Para quê?
Lancei um olhar desafiador para Henry, um sorriso brincando em meus lábios.
— Pois é, Sr. Carter, para que exatamente está me promovendo? — Eu indaguei desafiadora e ele franziu o cenho em minha direção.
Agora, eu queria ver como ele explicaria ao sobrinho que estava prestes a se "casar" de mentirinha com a babá dele.
Henry se recostou na cadeira, cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha, seu olhar fixo em mim, como se esperasse minha reação. O canto de sua boca se ergueu em um sorriso torto, provocador.
— Me parece que o seu humor retornou, Sra. Becker. — Ele murmurou, massageando a nuca. A maneira casual e descontraída com que ele falava me fez rir sem querer.
— Theo, preciso que sua babá finja... — Henry começou a dizer, mas interrompi antes que ele pudesse terminar.
— Seu tio quer me proteger, Theodor. — Falei diretamente, sentindo os olhares surpresos dos dois sobre mim.
Theo franziu a testa, claramente curioso.
— É mesmo? Igual ao que fez no parque? — Ele perguntou, os olhos brilhando com admiração. — Foi muito legal quando o tio Henry socou aquele cara!
— Theodor! — Exclamei, tentando segurar a indignação, enquanto Henry soltava um riso baixo e divertido.
— O que foi? — Theo cruzou os braços. — Aquelas mulheres da festa foram cruéis. Devem ter inveja porque você é uma fada linda.
Meu coração se aqueceu com a pureza de suas palavras. Sorri e depositei um beijo em sua testa.
— Obrigada pelo elogio, meu pequeno valente.

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