POV: LAUREN
Meu coração apertou, e eu soube que nada que eu dissesse agora faria com que essa dor desaparecesse completamente.
— Theo, não foi isso que eu quis dizer. — Tentei explicar, mas ele já estava se afastando.
Seu passo acelerado denunciava o peso do que havia ouvido.
— Está tudo bem, Fada. — Sua voz saiu embargada, os ombros encolhidos. — Meus pais também não me quiseram… Nem o tio Henry.
Senti um aperto no peito.
— Garotão! — Henry chamou, a voz firme, mas Theo já havia disparado pelo corredor, batendo a porta do quarto com força.
Um silêncio pesado tomou conta do ambiente.
Henry passou as mãos pelo rosto, os músculos do maxilar travados. Então, sem aviso, virou-se e socou o balcão da cozinha, a madeira vibrando com o impacto.
— Que droga! — Ele rosnou, a mandíbula travada.
Mordi o lábio por dentro, sentindo um nó se formar na garganta. O ambiente parecia sufocante.
Respirei fundo, forçando-me a manter a clareza. Passei as mãos pelos cabelos, tentando ignorar o olhar intenso de Henry sobre mim.
Ele esperava que eu dissesse algo.
E eu disse.
— Sr. Carter… — Eu chamei, minha voz mais firme do que eu esperava.
Ele ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços, esperando.
Engoli em seco.
— Eu não posso aceitar sua proposta de casamento. — Declarei por fim.
Henry me encarou, os olhos escurecendo. Seu silêncio era tão intenso quanto sua presença.
Eu sabia que aquilo não era o que ele queria ouvir. Mas também sabia que não poderia mentir para Theo. Ele já havia sofrido demais. E eu não estava disposta a dar falsas esperanças para um garotinho que só queria ser amado.
Passei rapidamente por ele, sem esperar uma resposta. Meu coração ainda batia acelerado, mas não havia tempo para pensar em Henry agora. Fui direto ao quarto de Theo e tentei abrir a porta, mas estava trancada.
— Pequeno, me deixe entrar, vamos conversar. — Eu bati suavemente contra a madeira, tentando manter a voz calma. — Eu não quis te magoar.
O silêncio se prolongou por alguns segundos antes que sua resposta viesse, carregada de tristeza.
— Vai embora, Lauren. Me deixe em paz. — A voz de Theo soou abafada, quebrada. — Eu não quero falar com ninguém.
Senti um aperto no peito ao ouvir meu nome completo em sua boca. Ele nunca me chamava assim. Respirei fundo, encostando a testa contra a porta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A BABÁ GRÁVIDA DO CEO