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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 49

POV: LAUREN

Os dias seguintes passaram sem que eu visse Henry com tanta frequência. Ele estava imerso no trabalho, e sua presença na casa se tornou quase inexistente. Aproveitei as manhãs, enquanto Theodor estava na escola, para ir às consultas pré-natais. Para minha felicidade, meu bebê estava se desenvolvendo bem e saudável. Os enjoos diminuíram, e pela primeira vez em semanas, comecei a sentir que poderia respirar um pouco melhor.

Visitei minha mãe e Kate, tentando encontrar algum conforto na presença delas. Mas a realidade logo me atingiu quando fui ao banco negociar a dívida deixada pelo meu pai.

— Isso é um absurdo! — Minha voz saiu mais alta do que eu pretendia, mas não me importei. Encostei as mãos na mesa e encarei o gerente à minha frente. — Esses juros são abusivos! Como esperam que eu pague os credores se o banco está tentando me roubar desse jeito?

O homem à minha frente usava um terno caro e um sorriso cínico. Ele sequer piscou diante da minha indignação.

— Sra. Becker, seu pai estava ciente dos juros quando fez o empréstimo. — Sua voz era fria, calculista. — Fomos generosos.

— Generosos? — Eu ri sem humor, sentindo o sangue ferver. — Vocês tomaram nossa casa e todos os bens, por que isso não foi abatido na dívida?

O sorriso dele se desfez. Seu olhar endureceu, e seu tom de voz carregava puro desdém.

— E o que uma mulher como você entende sobre finanças? — Ele debochou, se recostando na cadeira. — A mansão penhorada não cobriu nem uma fração do valor devido. Se não tem dinheiro, sugiro que pare de desperdiçar meu tempo. Há clientes reais aqui, com recursos de verdade, que precisam da minha atenção.

Meus punhos se fecharam automaticamente.

— Seu... — Eu engoli em seco ao perceber dois seguranças caminhando na minha direção.

Eles se posicionaram ao meu lado, prontos para me escoltar para fora como se eu fosse uma criminosa.

Soltei um longo suspiro, me obrigando a manter a calma.

— Isso não vai ficar assim. — Minha voz saiu firme. — Vou contratar um advogado e resolver essa injustiça na justiça.

O gerente riu, balançando a cabeça.

— Boa sorte com isso, Srta. Becker.

Ele acenou para os seguranças, e antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, fui empurrada para fora do banco com força suficiente para quase perder o equilíbrio.

— Idiotas engravatados! — Resmunguei, sentindo a raiva ferver dentro de mim.

Antes que pudesse me recompor, uma sombra se projetou sobre mim. Levantei o olhar e encontrei um rosto familiar.

— Sra. Lauren, está tudo bem? — A voz calma e preocupada me fez piscar algumas vezes antes de reconhecê-lo. Era o Dr. Ravi, o médico que acompanhava minha gestação. Ele olhou para os seguranças com uma expressão séria. — Eles fizeram algo com você?

— O quê? Não, nada disso. — Eu respondi rapidamente, endireitando minha postura. — Só estavam cumprindo ordens de um arrogante de terno.

Ele cruzou os braços, sem parecer muito convencido, mas não insistiu.

— E o que um médico faz aqui? — Eu perguntei, tentando mudar de assunto.

— Bem, até médicos precisam lidar com burocracia bancária de vez em quando. — Ele comentou casualmente. Depois, seu olhar se voltou para mim, mais descontraído. — A propósito, fora do consultório pode me chamar de Ravi.

Ele estendeu a mão, e só então percebi o quão atraente ele era. Olhos castanho-escuros profundos, pele morena e bem cuidada, cabelos levemente ondulados e um sorriso que transbordava charme. Seus ombros largos e o corpo musculoso ficavam ainda mais evidentes sob a camisa social ajustada.

— Claro. Me chame apenas de Lauren. — Eu apertei sua mão educadamente, sentindo o calor do seu toque.

— Ótimo, Lauren. — Ele sorriu, parecendo gostar de como o meu nome soava em seus lábios. — Preciso apenas depositar um cheque, mas que tal tomarmos um café depois?

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