POV: HENRY
Eu havia esquecido uma pasta importante em casa e precisei voltar para buscá-la. Encontraria alguns clientes na nova boate, ideia de Lucian, que insistiu em levar os franceses para se divertir antes de fecharmos um novo acordo comercial. Estava prestes a sair da mansão quando um carro parou à frente.
Fiquei observando enquanto um homem alto, de boa aparência, descia e caminhava até o lado do passageiro, abrindo a porta com um gesto cavalheiresco. Então, vi Lauren Becker saindo do carro.
Meus olhos se estreitaram quando ele segurou sua mão e depositou um beijo no dorso. Cruzei os braços, sentindo meus dedos apertarem contra os bíceps, sem entender por que aquele gesto me irritou tanto.
Quando Lauren se virou, seu corpo enrijeceu ao me ver ali, como se tivesse sido pega em flagrante. Então era por isso que evitava minhas investidas? Já estava se envolvendo com outro homem?
— E então? — Eu reforcei, aguardando sua explicação.
— Sr. Carter, não percebi que o senhor estava aí. — Ela desviou o olhar e tentou entrar, mas pousei a mão contra a porta, bloqueando sua passagem.
— Deseja algo? — Lauren indagou com a voz carregada tensão perceptível.
Inclinei levemente a cabeça, mantendo meus olhos fixos nos dela.
— Sra. Becker, preciso lembrá-la de que estamos em negociação contratual? Você ter encontros escondidos com outro homem só alimentará ainda mais as manchetes. — Minha voz saiu mais irritada do que deveria.
Lauren franziu o cenho, claramente indignada.
— Ainda não assinei nada, Sr. Carter. O que faço fora do meu horário de trabalho não diz respeito ao senhor. — Ela rebateu, sua postura firme enquanto passava por baixo do meu braço. — Com licença!
Meu maxilar travou. Me virei rapidamente e agarrei seu pulso antes que ela se afastasse.
Seus olhos desceram para o aperto firme, depois subiram para os meus.
— Quero suas condições na minha mesa até o final do dia. — Minha voz saiu baixa, carregada de firmeza. — Junto com a sua assinatura.
Lauren sustentou meu olhar por um instante, a respiração levemente alterada.
— Então, agora não é mais uma proposta, mas uma ordem? — Lauren desafiou, puxando o pulso com irritação e erguendo o queixo, desafiadora. — Achei que me daria mais tempo para pensar.
Cruzei os braços, meu olhar fixo no dela.
— Sra. Becker, não me teste. — Minha voz saiu firme e impaciente. — Quem era aquele homem?
Ela arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços também.
— Por que o interesse? — Sua voz soou provocativa, Lauren prosseguiu. — Está com ciúmes, Sr. Carter?
Soltei um riso seco, dei um passo à frente, invadindo o pouco espaço que ainda restava entre nós.
— Ciúmes? — Eu repeti com provocação. — Por que eu teria ciúmes da minha babá, Sra. Becker? Isso não faria sentido.
Lauren inclinou a cabeça de lado, um sorriso sutil se formando em seus lábios.
— Então não importa com quem eu estava, certo? — Ela arqueou as sobrancelhas, mantendo a postura desafiadora. — Sou só a empregada que tem vida fora desta mansão.
Me aproximei ainda mais, minha mão deslizando para sua cintura, apertando-a levemente.
— Lauren, não me provoque. — Eu murmurei, abaixando o tom, tornando-o mais grave.
Ela prendeu a respiração quando minha boca ficou próxima o suficiente para que sentisse meu hálito quente contra sua pele. Seus lábios entreabriram levemente, e um rubor se espalhou por suas bochechas.
— Não quero que dê mais material para a mídia. — Eu continuei mantendo minha voz baixa, arrastada. — Revelaremos que estamos casados em breve.
Seu olhar encontrou o meu, oscilando entre relutância e algo mais profundo.
— Isso se eu assinar o contrato. — Lauren rebateu, sua voz carregada de desafio, mas o tremor sutil em seu corpo não passou despercebido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A BABÁ GRÁVIDA DO CEO