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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 52

POV: HENRY

— Droga… — Eu resmunguei ao abrir os olhos, levando a mão à testa, massageando a dor latejante. Minha boca estava seca, minha cabeça pesada. — Como diabos cheguei em casa?

Tentei me mover, mas senti algo pressionando meu ombro. Franzi o cenho e olhei para o lado.

Lauren.

Ela estava deitada ao meu lado, sua mão pousada no meu peito, sua cabeça apoiada contra o meu braço. Seus cabelos se espalhavam sobre a cama, macios, cheirosos, sedosos. Meu olhar desceu pelo seu corpo parcialmente coberto, a camisola fina revelava suas curvas perfeitas. Uma de suas pernas estava jogada sobre meu quadril, a coxa à mostra, quase revelando mais do que deveria.

Merda.

Ela era linda.

Engoli em seco, me mexendo com cautela para não a acordar. Minha mente foi preenchida por flashes da noite anterior. O gosto da sua boca, a forma como sua pele reagia ao meu toque, suas pernas se enroscando em meu quadril, a curva dos seus seios sob minha língua…

Será que a gente…?

Meus músculos tensionaram com a dúvida, meu olhar voltou para ela. Seus lábios entreabertos, sua respiração calma.

Becker se remexeu ao meu lado, soltando um pequeno gemido enquanto se ajustava na cama. Fiquei imóvel, observando. Seus olhos se abriram devagar, ainda carregados pelo sono. Ela piscou algumas vezes, a expressão levemente confusa, até que de repente pareceu despertar por completo.

— Merda, eu dormi! — Ela praguejou baixinho, o rosto corando instantaneamente.

Puxou a coberta para se cobrir melhor, a respiração acelerada. Inclinei a cabeça, avaliando sua reação, deixando escapar um sorriso de canto.

— Bom dia, Lauren. — Minha voz saiu rouca, a ressaca martelando minha cabeça. Pressionei os dedos contra as têmporas. — Minha cabeça está um inferno.

Ela me observou por um momento antes de se inclinar ligeiramente para o lado, pegando uma garrafa de água na mesa de cabeceira e me entregando.

— Aqui, beba. — Ela soou hesitante, mas atenciosa.

Peguei a garrafa, tomando um gole lento enquanto mantinha os olhos nela. Ela não desviou o olhar, parecia me estudar, como se tentasse entender o que havia acontecido.

— Como viemos parar aqui? — Eu perguntei, observando sua expressão mudar.

O rubor em seu rosto se intensificou, sua respiração ficou um pouco mais curta. Becker desviou o olhar, puxando a coberta ainda mais para cima, como se quisesse se esconder atrás dela.

Mesmo com os cabelos bagunçados e a expressão aflita, ela continuava absurdamente linda.

E eu precisava saber o que exatamente aconteceu entre nós.

— Você não lembra? — A voz dela saiu baixa, quase um sussurro, carregada de um toque triste. Notei suas mãos apertando nervosamente o lençol. — Não se lembra da noite passada? Do que aconteceu... do que disse?

Fechei os olhos por um segundo, sentindo o peso da ressaca latejar em minha cabeça.

— Eu bebi demais, Becker. — Eu passei as mãos pelos cabelos, juntando as sobrancelhas. — Nós... quer dizer, chegamos a...?

Antes que ela pudesse responder, passos apressados ecoaram pelo corredor, seguidos por um grito infantil.

— Tio Henry, Tio Henry!

Becker reagiu no mesmo instante, caindo para o lado da cama, se abaixando rapidamente e puxando um pedaço da coberta para se esconder.

A porta se abriu com força e Theo entrou correndo, parecendo desesperado.

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