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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 56

POV: LAUREN

Então, sem aviso, seus lábios capturaram os meus.

O choque me atingiu primeiro.

Mas foi a intensidade do beijo que me desarmou.

Henry não estava apenas encenando. Seu toque era firme, exigente, como se quisesse me marcar, provar um ponto que só ele conhecia. Sua língua roçou meus lábios, me forçando a ceder, e quando percebi, eu estava correspondendo.

O calor subiu pelo meu corpo, minhas mãos foram para o peito dele instintivamente, mas ao invés de empurrá-lo, meus dedos se fecharam no tecido da camisa. Meu coração disparava como se quisesse sair do peito.

O que diabos eu estava fazendo?

Antes que eu pudesse me afastar, um clarão seguido por um clique ecoou no ambiente.

Flashes.

O som de câmeras disparando me trouxe de volta à realidade.

Arfei ao me afastar ligeiramente, encarando Henry, ambos ofegantes. Seus olhos brilhavam com algo que eu não conseguia decifrar, sua mão ainda pousava em meus cabelos em uma caricia natural.

Eu entreabri os lábios, surpresa, tentando protestar, mas Alfred limpou a garganta, chamando nossa atenção.

— Bem, está feito. — Ele disse, com um sorriso satisfeito. — A união foi firmada. Despacharei tudo ao cartório.

E com isto, se saiu como havia chegado, continue presa no olhar de Carter, sentindo um frio na barriga com a palavra “união”

— Então, — Eu limpei a garganta tentando conter o tremor na voz.

— Você é oficialmente a Sra. Carter, bem... Falta apenas um pequeno detalhe. — Henry deslizou a mão para o bolso, mas antes que pudesse dizer algo, um homem estranho se aproximou bruscamente da mesa.

— Você é Lauren Becker? — Virei-me assustada para o homem que estava claramente nervoso balançando seu corpo com as pernas agitadas e inquietas, seus olhos estavam arregalados e vermelhos, sua expressão carregada de rancor.

— Perdão, eu te conheço? — Eu perguntei me inclinando um pouco para trás.

Ele bateu a palma da mão na mesa com força tremendo os copos, sua respiração era pesada.

— Você tem ideia do que seu maldito pai fez comigo? — Ele rangeu os dentes nervoso.

Meu corpo estremeceu de medo, um frio subiu por minha espinha e uma sensação ruim se instalar em meu peito.

— O quê? — Eu gaguejei ainda surpresa.

— Ele arruinou a minha vida! — O homem gritou, chamando a atenção de todos ao redor.

Antes que eu pudesse reagir, ele puxou algo do casaco.

Meu coração parou ao ver o que ele havia sacado,

— Por culpa do seu pai, eu perdi tudo! — Ele rugiu nervoso, apontando a arma para mim.

Minha garganta secou.

A tensão no restaurante era sufocante. O silêncio só era interrompido pelo som pesado da respiração do homem que segurava a arma apontada para mim. Meu coração batia descontrolado, minha mente gritava para eu correr, agachar, fazer algo, mas meu corpo não se movia.

Henry, ao contrário, manteve a postura firme, suas feições inabaláveis. Ele ergueu as mãos lentamente, como se quisesse demonstrar que não representava uma ameaça.

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