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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 68

POV: LAUREN

Me joguei na cama, sentindo meu peito subir e descer rapidamente. Meu coração ainda batia acelerado.

— Isso não pode estar acontecendo. — Eu murmurei para mim mesma, apertando os olhos.

Minha pele ainda formigava do toque de Henry. O jeito como ele me segurou, como seu corpo pressionou o meu... Meu corpo reagiu de uma forma que eu não queria admitir.

Respirei fundo, tentando me acalmar.

— Deve ser os hormônios da gravidez. — Eu repeti, como se isso fosse suficiente para justificar a bagunça dentro de mim.

Mas não era apenas isso.

Eu sabia que não era.

Desde que conheci Henry Carter, ele tem me desestabilizado. Ele me provoca, me desafia, me envolve de um jeito que ninguém nunca fez antes. O problema era que isso não poderia acontecer. Esse casamento era um contrato. Um acordo. Nada mais.

Então, por que eu cedia tão facilmente?

Me virei na cama, abraçando o travesseiro.

— Preciso manter distância. — Eu sussurrei para mim mesma. — Preciso manter o controle.

Mas como manter o controle perto de um homem como Henry?

O modo como ele me olha, como se já soubesse exatamente o que eu estou pensando. Como se estivesse sempre esperando que eu cruzasse a linha primeiro.

E eu cruzei.

Eu o beijei.

Minhas bochechas queimaram ao lembrar do momento em que tomei a iniciativa. Foi um impulso, uma necessidade de sentir algo real no meio de toda essa confusão.

E ele não recuou.

Pelo contrário, Henry aprofundou o beijo, segurou minha cintura, me puxou contra si. E naquele instante, esqueci de tudo.

Mas eu não podia esquecer.

Levantei-me da cama e fui até o banheiro, lavei o rosto, tentando afastar os pensamentos.

— No que diabos eu estou pensando? — Eu murmurei, sentindo meu coração disparado. — Por que eu deixo ele me beijar?

Fechei os olhos por um instante. A lembrança veio com força: a respiração quente de Henry contra a minha pele, o gosto da sua boca, a forma como seus lábios pressionaram os meus. Meu corpo ainda estava quente, minha pele formigava como se o toque dele tivesse ficado impregnado em mim. Mordi o interior da bochecha, tentando controlar a onda de nervosismo.

— Deve ser os hormônios da gravidez. — Eu falei baixinho, como se precisasse me convencer. — Só pode ser isso...

Mas não era. Eu sabia que não era.

Henry Carter era insuportavelmente envolvente. O jeito que me olhava, o tom de voz carregado de provocação, aquela presença intensa que parecia dominar qualquer espaço.

— Não, não é só isso... — Eu murmurei, frustrada, deslizando os dedos pelos cabelos.

A verdade era que ele tinha me salvado. E não apenas a mim, mas ao meu bebê também. Mesmo sem saber, Henry nos protegeu. E eu não sentia essa segurança há muito tempo.

A porta foi atingida por pequenas batidas animadas.

— Fada, fada! — A voz empolgada de Theodor encheu o quarto. — Você está aí?

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