POV: HENRY
Ela corou.
Eu deveria fingir que não percebi, mas a satisfação tomou conta de mim. Lauren tentava manter a compostura, mas eu conhecia cada sinal de sua hesitação. O jeito que desviava o olhar, como mordia o lábio ao tentar esconder a reação… Tudo nela gritava que, por mais que tentasse se afastar, já estava envolvida.
Inclinei levemente a cabeça, observando-a com diversão.
— Calma, Sra. Becker. Só estou te convidando a ficar e descansar. — Eu provoquei, deixando meu tom mais baixo, arrastado. — Contenha essa mente maliciosa.
Lauren arregalou os olhos, a boca abrindo como se quisesse protestar.
— Eu não... — Eu engoliu em seco, os ombros tensionados. Quando finalmente me encarou, sua pele estava tingida de vermelho, a respiração um pouco irregular. — Sr. Carter, isso está ficando íntimo demais.
O nervosismo em sua voz só me instigou mais.
— E qual o problema nisso? — Eu retruquei, firme, sentando-me na cama e ajustando os travesseiros atrás das costas.
Meus olhos percorreram o rosto dela, observando cada detalhe. Os lábios entreabertos, a forma como sua garganta se movia ao engolir, o sutil tremor em seus dedos.
— Além do mais — Eu continuei arrastando as palavras propositalmente —, faz parte do nosso acordo você dormir comigo em meu quarto.
Ela cruzou os braços, claramente tentando se manter firme.
— À noite! — Ela rebateu, hesitante, os olhos brilhando em desafio.
— A qualquer horário, Lauren. — Dessa vez, minha voz saiu mais grave. Suave, mas carregada de um significado que ela entendeu imediatamente.
Toquei seu queixo com a ponta dos dedos, sentindo sua pele quente sob o meu toque. Ela ficou tensa, mas não se afastou.
Aproveitei o momento e deslizei o dedo lentamente pelo contorno de seu rosto, sentindo a textura macia de sua pele.
Ela respirou fundo.
Suas pálpebras tremeram por um instante, como se estivesse lutando contra a própria reação.
— Não precisa fugir de mim. — Eu murmurei, mantendo os olhos fixos nos dela. — A menos que...
Inclinei o rosto ligeiramente, diminuindo a distância entre nós.
— O quê? — Lauren franziu o cenho, mas não recuou.
Sorri de canto, satisfeito.
— Que está fugindo de si mesma. — Eu respondi sagaz e sensual.
Ela bufou, os braços cruzados em uma tentativa frágil de demonstrar firmeza.
— Isso não faz sentido! — protestou ela, seu corpo se agitando em uma inquietação sutil. — Eu só não quero complicar as coisas. Você é o meu chefe.
— Faz todo o sentido. — Eu inclinei-me ligeiramente, deixando minha respiração quente roçar seu pescoço.
Ela travou a mandíbula, fechando os olhos por um breve segundo, como se tentasse afastar a sensação. Mas o arrepio em sua pele a traiu.
— Henry, você precisa comer e tomar os remédios. —A voz de Lauren saiu um pouco mais baixa do que antes.
Ah, então essa era a tática dela? Mudar de assunto, fingir que nada estava acontecendo?
A observei por um instante, o canto da minha boca se erguendo em diversão.
— Me alimente então. — Eu falei por fim, dando de ombros.
Os olhos dela se arregalaram.

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