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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 75

POV: LAUREN

— Achei que a vida estava me retribuindo pelo que ela fez, mas parece que o destino tem um senso de humor cruel.

Minha garganta se fechou.

— Henry, eu não… — comecei, mas ele me cortou com um movimento de cabeça, a expressão dura.

— O que mais me doeu foi acreditar que ela me via além de status e dinheiro. — Ele torceu o nariz, soltando um suspiro pesado. Logo em seguida, gemeu baixo, pressionando o local dos pontos.

Meu peito apertou.

— Você tem razão, Sra. Becker. Preciso manter minha reputação, por isso o contrato não será revogado. Isso já estava especificado.

Meu estômago revirou.

— O-o quê? — Minha voz saiu em um sussurro, minhas mãos tremendo.

Henry não demonstrou qualquer hesitação.

— Você cumprirá um ano da nossa falsa união. Seremos o casal perfeito diante de todos até o término do acordo. — Seu tom era frio, controlado, como o de um CEO que dita regras inquebráveis. — Mas não se preocupe com os beijos.

Meu corpo ficou tenso quando ele rompeu a pouca distância entre nós.

Sua presença me envolveu como um campo magnético, seu cheiro amadeirado e quente invadindo meus sentidos.

Ele ergueu minha cabeça, segurando meu queixo entre os dedos. Seu toque era firme, mas não agressivo.

Eu prendi a respiração.

Os olhos de Henry deslizaram lentamente para minha boca, e meu coração pulou uma batida. Seu polegar roçou a curva dos meus lábios, pressionando levemente. O toque foi um convite silencioso, uma provocação contida.

Arfei.

Meu corpo reagiu antes da minha mente, inclinando-se sutilmente para ele, em busca daquele contato.

Por um segundo, achei que ele faria. Que seus lábios encontrariam os meus.

Mas Henry umedeceu os próprios lábios, hesitou… e então limpou a garganta, reassumindo sua postura fria.

— Não pretendo mais beijá-la. — Ele declarou, friamente.

Então se afastou, deixando apenas o vazio no espaço entre nós.

Fiquei parada, observando-o se afastar.

Meus dedos tocaram instintivamente meus lábios. O lugar onde ele me tocou ainda formigava, como se seu toque estivesse impregnado ali.

Algo dentro de mim se quebrou.

Meu peito apertou, meu estômago se revirou, e antes que eu pudesse conter, uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto.

Eu a toquei, surpresa.

Porque, por mais que eu soubesse que deveria ignorar, que deveria aceitar aquilo apenas como um acordo…

A dor que eu senti era real demais para ser ignorada.

Ele estava apenas fazendo o que eu havia pedido. Mantendo a distância. Mantendo tudo no nível do contrato.

Então, por quê?

Por que meu peito parecia apertado? Por que minha respiração estava irregular?

Engoli em seco, sentindo minha garganta queimar.

— Por que isso dói tanto? — sussurrei, minha voz falha, deixando escapar um soluço trêmulo.

Passei a mão pelo rosto, tentando conter as lágrimas que ameaçavam cair. Meu corpo ainda sentia o calor do toque dele, a pressão leve de seu polegar nos meus lábios.

Mas agora, tudo o que restava era o vazio.

E a certeza de que, por mais que eu quisesse negar, Henry Carter já tinha se infiltrado em mim de um jeito que eu não conseguia controlar.

Fiquei algum tempo olhando para a noite, minha mente mergulhada em conflitos e confusão.

Quando foi que perdi o controle de tudo?

Uma leve tontura me atingiu, me forçando a segurar o parapeito com força. Talvez eu devesse descansar mais. Eu estava ignorando completamente as recomendações do médico.

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