POV: HENRY
Ela prendeu a respiração.
Gostei disso.
— Durma. — sussurrei, afundando o rosto em seu cabelo, inalando seu cheiro, deixando meu toque se demorar na curva de sua cintura antes de me afastar um pouco. Mas não completamente.
Ela demorou para relaxar, para entregar o peso do corpo sobre a cama. Mas aconteceu. Sua respiração ficou mais ritmada, embora eu soubesse que ela não dormia.
Nenhum de nós estava realmente descansando.
Eu sentia o leve tremor no corpo dela, os dedos crispados contra o lençol, a forma como sua respiração vacilava toda vez que meu peito roçava em suas costas.
E então, eu fiz o imperdoável.
Meus dedos deslizaram pelo seu braço, explorando sua pele em um traço lento e firme. Quando alcancei seu pulso, pressionei levemente, sentindo seu coração pulsar rápido debaixo dos meus dedos.
Ela gemeu baixo, como se tentasse engolir qualquer reação.
— Você está tensa. — Eu murmurei contra sua nuca, minha boca próxima o suficiente para sentir o cheiro adocicado de sua pele. — Quer que eu me afaste?
Lauren permaneceu em silêncio.
— O silêncio é um sim ou um não? — Eu continuei agora deslizando os dedos lentamente pelo seu quadril.
Ela estremeceu.
Eu sorri.
Ela sempre era tão óbvia. Seu corpo sempre falava antes dela.
— Isso é um problema, Lauren. — Eu continuei agora deixando minha respiração roçar sua pele. — Seu corpo me diz mais do que sua boca.
Ela se virou de frente, aqueles lindos olhos presos aos meus, sua face estava ruborizada.
— Eu não quero que se afaste. — Lauren sussurrou rouca, mordendo os lábios. — Não quero que deixe de me beijar... Eu...
Deslizei as mãos por sua nuca, amparando e trazendo-a mais para perto, roçando nossos lábios, me sentindo desperto, quente, desejando-a ainda mais.
— O que mais você deseja de mim, Becker? — Eu umedeci os lábios, tocando a ponta da língua levemente na boca dela. — Diga!
— Eu... — Ela arfou, fechando os olhos, sua mão passando por minha cintura, apertando-me, tentando se conter. Então, me encarou firme, seu ritmo batendo mais rápido. — Quero que me tome para você.
Sorri de canto, capturando seus lábios com intensidade. Minha língua invadiu sua boca, explorando cada canto, exigente, faminta. O beijo era uma batalha de vontades, uma provocação silenciosa, um desafio para ver quem cederia primeiro.
Agarrei sua cintura, puxando-a contra mim, sentindo seu corpo se moldar ao meu de uma forma que não deveria ser permitida. Ela gemeu contra meus lábios, me deixando ainda mais duro, mais necessitado.
Desci minha boca por seu pescoço, mordiscando sua pele enquanto deslizava as mãos por suas costas, segurando-a como se fosse minha. Como se ela sempre tivesse sido.
Lauren arqueou o corpo contra mim, seus dedos enterrando-se em meus cabelos. Sua pele estava quente, seu cheiro me embriagava, e a cada novo suspiro que ela soltava, eu me aprofundava mais nesse desejo alucinante.
Meus dedos deslizaram pelo tecido da blusa dela, puxando-a com impaciência. Ela ergueu os braços, permitindo-me a despir, e assim que o tecido sumiu, eu devorei a visão à minha frente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A BABÁ GRÁVIDA DO CEO