POV: JAMES
Toquei o queixo dolorido, sentindo o gosto metálico do sangue se espalhar pela boca. Algo estava solto. Cuspi na mão e vi um pedaço do meu dente quebrado.
Meu sangue ferveu.
— Desgraçado idiota! — Eu gritei, minha voz ecoando pelos corredores do hospital. — Aquele maldito me paga pelo que fez!
Respirei fundo, tentando controlar a raiva, mas a fúria pulsava em minhas veias. Henry Carter iria se arrepender de ter me tocado.
Meus olhos captaram o movimento de uma enfermeira passando apressada em direção aos quartos.
Perfeito.
Dei dois passos rápidos e a agarrei pelo braço, puxando-a bruscamente e a jogando contra a parede. Meu corpo se inclinou para frente, minhas mãos espalmadas ao lado de sua cabeça, cercando-a.
— Princesa, era você mesma que eu estava procurando. — Eu sorri, ciente da minha boca ensanguentada e do terror estampado nos olhos dela.
A enfermeira engoliu em seco, os olhos arregalados se movendo de um lado para o outro, procurando uma saída.
— S-senhor… está ferido? — Ela gaguejou, a voz falhando. — Precisa de ajuda?
Eu ri.
— Ah, boneca, claro que preciso. — Eu inclinei o rosto um pouco mais perto, observando seu peito subir e descer em desespero. — Mas você também pode precisar.
Ela se encolheu contra a parede, e aquilo só me fez sorrir mais. O medo dela era… delicioso.
— H-hospital é para ajudar as pessoas, por favor… — Ela tentou argumentar, desviando o olhar.
Meu sorriso aumentou.
— Então me ajude. — Eu falei baixo, arrastando as palavras. — Tem uma paciente internada neste andar. Lauren Becker… ou melhor, Lauren Carter.
Seus olhos piscaram rapidamente ao ouvir o nome.
— O senhor é parente dela? — A enfermeira tentou recuperar a compostura, respirando fundo. — Se for, posso te conduzir até o quarto dela e…
— Shhh. — Eu pressionei um dedo contra seus lábios, interrompendo-a.
Ela congelou.
— Eu não quero vê-la. Quero informações. — Eu apertei o dedo um pouco mais contra sua boca antes de soltar. — Por que ela está internada? O que aconteceu?
A enfermeira balançou a cabeça freneticamente.
— Eu… eu não posso divulgar informações médicas de pacientes, isso é contra as normas!
Minha mandíbula travou, e dei uma risada baixa, repleta de desprezo.
— Oh, boneca, mas eu aposto que você pode.
Bati as palmas das mãos contra a parede, bem acima da cabeça dela, fazendo-a soltar um gritinho assustado.
— E então, vai facilitar ou eu preciso ser mais… persuasivo? — Eu podia ver o medo estampado em seu rosto.
E nada me dava mais prazer do que ter poder sobre os fracos.
— Fale agora! — Rosnei, minha paciência se esgotando.
A enfermeira tremia, os olhos arregalados, o corpo encolhido contra a parede como um animal acuado.
— Eu... eu não posso passar informações confidenciais dos pacientes. — Ela choramingou, a voz embargada. — Posso perder meu emprego!
Revirei os olhos.
— Você tem ideia de quem eu sou? — Avancei, agarrando seu pescoço com força, sentindo a pele quente sob meus dedos enquanto ela arfava.
Seus olhos se arregalaram em puro terror quando a arrastei para dentro de um quarto vazio, fechando a porta atrás de nós.
— Posso simplesmente estalar os dedos e destruir bem mais do que a sua carreira. — Apertei ainda mais, observando-a sufocar e se debater, os dedos finos tentando puxar minhas mãos.
Ela se engasgou, lágrimas escorrendo pelo rosto enquanto sua boca se abria tentando puxar ar.
— Por-favor… — Ela tentou murmurar, a voz rouca e fraca. — Eu preciso desse emprego...

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