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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 119

Vivienne suspira profundamente, encarando o número da mãe na tela do celular. Os dedos tremem, enquanto pairam sobre o botão de chamada, o coração batendo rápido, como se já antecipasse o confronto que estava por vir. A rejeição sempre a machucava, mas as palavras do pai, essas eram como lâminas, deixando cicatrizes que ela não sabia se um dia sumiriam. Mesmo assim, ela inspira fundo e aperta para ligar.

O som do tom de discagem ecoa, cada segundo se estendendo como uma eternidade, mas, de repente, sua respiração quase para ao ouvir a mensagem automática ecoar do outro lado da linha.

“Este número não existe.”

O mundo parece parar. O celular escorrega de sua mão e cai na mesa com um som abafado, mas ela mal percebe. O peito sobe e desce descontroladamente, enquanto Vivienne fecha os olhos, o silêncio ao seu redor amplificando a fúria que cresce dentro dela.

— Eles fizeram de tudo para me apagar. — Sussurra, a voz carregada de um misto de incredulidade e tristeza. As palavras mal saem de seus lábios, ecoando mais como um reflexo do desespero que a consome.

Lágrimas quentes escorrem por seu rosto, silenciosas, mas carregadas de uma dor que parecia esmagadora, como se o peso de toda a situação fosse demais para suportar. Por um momento, Vivienne quase cede ao desespero, quase permite que ele a envolva completamente.

Então, algo começa a despertar dentro dela. No meio do caos, uma força desconhecida emerge, visceral e indomável. É como uma chama que se recusa a apagar, crescendo lenta, mas consistentemente, aquecendo cada fibra de seu ser.

Não é apenas coragem, é algo mais profundo, mais intenso. É a convicção de que ela não será mais silenciada, de que não permitirá que apaguem sua existência. A dor continua lá, mas agora ela a alimenta, transformando-a em determinação.

Vivienne limpa o rosto com um gesto firme, o olhar fixo no vazio à sua frente, mas já não há hesitação em seus movimentos. Algo mudou. Algo dentro dela finalmente despertou.

— Desta vez, não terei medo. — Murmura, e sua voz, embora baixa, carrega uma determinação nova. Ela limpa as lágrimas rapidamente, o gesto quase brusco. — Irei recuperar a minha vida!

Sabia que encarar o passado seria tão difícil quanto doloroso, mas já não havia espaço para hesitações. Era a única forma de se libertar da prisão emocional e da vida limitada que lhe impuseram.

Sem hesitar, ela pega o celular novamente, seus dedos navegando com precisão pela antiga rede social que evitava há tanto tempo. As mãos tremem levemente, enquanto busca entre os contatos uma pessoa específica, alguém que ela tinha certeza estar ciente de todo o plano familiar. Alguém que, de certa forma, havia assumido sua vida sem qualquer cerimônia.

Sem hesitar, Vivienne começa a digitar uma mensagem, os dedos firmes no teclado, movidos por uma determinação quase febril.

“Elena, você está aí?” — Envia rapidamente, tentando manter o tom casual, mesmo que o turbilhão de emoções em seu peito a traísse. A condição “online” brilha na tela, mas ela sabe que isso não significa muito. Elena pode estar apenas conectada, sem sequer olhar para as mensagens.

Mas, surpreendentemente, a resposta chega quase no mesmo instante.

Sem aviso, o som de um tapa preenche o ambiente. A força do golpe vira o rosto de Elena para o lado, sua pele ardendo, enquanto o gosto metálico de sangue se espalha em sua boca.

— Quantas vezes já disse para não interromper as minhas orações? — Florence questiona, a voz baixa, mas carregada de autoridade, enquanto enrola o terço na mão esquerda com movimentos lentos, quase ameaçadores.

— Me desculpe, titia. — Murmura, os olhos baixos, a postura encolhida, como alguém acostumada a pagar por cada erro cometido. A vergonha queima, mas ela não ousa levantar a cabeça. Não era a primeira vez que enfrentava a ira de Florence, e sabia que não seria a última.

— Fale logo. O que é tão importante que justifique interromper o meu momento sagrado? — Ordena, sua voz carregada de impaciência, enquanto vira-se de costas para Elena, como se a presença da sobrinha fosse insignificante diante de sua devoção.

— Vivienne. — Murmura, a palavra escapando quase sem fôlego, mas forte o suficiente para fazer o corpo da tia ceder por um breve instante. Florence para instantaneamente, seu rosto ainda voltado para o altar, antes de se virar lentamente, os olhos cravados na sobrinha. — Recebi uma mensagem do perfil dela. — Acrescenta, tentando manter a firmeza na voz. — Ela disse que está viva.

— Então, a morta decidiu ressuscitar. — Murmura, a voz tão baixa que apenas ela mesma consegue ouvir.

Sem pressa, ela se vira novamente para o altar, os dedos ainda brincando com o terço que desliza entre suas mãos. O silêncio pesa no ambiente, mas Florence sente o olhar de Elena cravado em suas costas, queimando como uma chama vacilante, um olhar que ousa julgá-la, mas não tem força suficiente para enfrentá-la.

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