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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 76

Dominic desliza a mão pelo próprio corpo, sentindo o tecido áspero da vestimenta hospitalar contra sua pele. Seus olhos percorrem o ambiente até identificar o familiar logotipo da clínica de seu tio. Com movimentos ainda letárgicos, observa o quarto em busca de seus pertences, localizando seu celular e relógio sobre uma cômoda adjacente à cama. Estica o braço, alcançando os objetos com dedos trêmulos.

— Droga, era exatamente o que eu precisava para completar meu estresse. — Pronuncia, ao constatar que já são dez horas da manhã. Seu maxilar tenciona ao visualizar a tela do celular repleta de chamadas perdidas e mensagens de Vivienne. — Como se eu já não tivesse problemas suficientes. — Murmura, deslizando para fora da cama, irritado consigo mesmo por deixá-la sozinha. Quando seus pés encontram o chão frio, a porta do quarto se abre abruptamente, revelando Louis acompanhado de uma enfermeira, ambos com expressões preocupadas.

— Dominic, presumo que esteja tentando adicionar mais uma concussão à sua coleção? — Louis questiona, com severidade profissional, apressando-se em direção à cama.

— Ah, perdoe minha indelicadeza em não aguardar sua autorização para me levantar, tio. — Retruca, com um sarcasmo mais brando que o habitual, sua voz revelando o carinho subjacente, enquanto tenta organizar os fragmentos dispersos em sua memória. — Embora eu aprecie seus cuidados, seria muito inconveniente me explicar o motivo desta adorável estadia?

— Primeiro, sente-se. — Instrui, com autoridade clínica, seus olhos detectando o filete de sangue que escorre pelo braço do sobrinho. — Por favor. — Acrescenta, com firmeza, até que Dominic, mantendo sua pose altiva mesmo ao ceder, retorna à cama. Com um olhar incisivo, Louis orienta a enfermeira a tratar o ferimento. — Você teve uma convulsão no escritório do seu avô. — Informa, pousando uma mão reconfortante no ombro do sobrinho ao notar o lampejo de vulnerabilidade que brevemente quebra sua máscara de compostura. — Houve uma concussão, então optei por induzir o sono para permitir que seu corpo descansasse e prevenir novas convulsões.

— Tio. — Começa, com um suspiro resignado, seu tom oscilando entre gratidão e frustração. — Sei que fez o necessário, mas… — Hesita, passando a mão pelos cabelos em um gesto característico de preocupação.

— Preferia que eu tivesse deixado você enfrentar isso sozinho? — Questiona, apertando levemente o ombro do sobrinho. — Dom, você precisa descansar. — Prossegue, verificando sua temperatura. — Farei mais alguns exames, mas você ficará mais um dia em observa…

— Tio Louis. — Interrompe, seu tom agora mesclando respeito e determinação — Agradeço sinceramente seus cuidados, mas não posso ficar. Vivienne já passou tempo demais sozinha. — Explica, sua voz suavizando ao mencionar o nome dela. — Minhas roupas?

— Dominic, sua teimosia está ofuscando seu raciocínio. — Observa, enquanto gesticula, para a enfermeira trazer as vestimentas. — Dom, você está no período prodrômico devido às medicações. — Argumenta, observando o sobrinho se vestir com movimentos precisos. — Quando o efeito passar, os sintomas retornarão, possivelmente com maior intensidade.

— Sua preocupação significa muito para mim, tio. — Responde, com sinceridade, ajustando os punhos da camisa. — Mas asseguro que posso administrar perfeitamente bem minha própria condição. — Assegura, apertando brevemente o braço do tio em um gesto raro de afeto. — E se algo piorar, você será o primeiro a saber.

Louis observa enquanto Dominic recolhe seus pertences, sabendo que por trás da aparente teimosia existe um homem que aprendeu a equilibrar suas responsabilidades com o cuidado próprio, mesmo que às vezes precise de um lembrete.

— A senhorita passou a madrugada em claro. — Silvia informa, com seu característico tom maternal. — Conseguiu adormecer recentemente.

— Senhora Valens, após providenciar a compra, por favor, tire o dia de folga. — Instrui, notando as olheiras da governanta. — E obrigado pela sua dedicação. — Acrescenta, com sincera gratidão, direcionando-se ao seu quarto.

Ao abrir a porta, é surpreendido por uma visão que faz seu coração acelerar perigosamente. Vivienne adormecida em sua cama, deitada de bruços, uma perna graciosamente flexionada de uma maneira que insinua as curvas de seu corpo.

— Aparentemente, o universo decidiu testar os limites do meu coração. — Murmura, sacudindo a cabeça, enquanto se dirige apressadamente ao banheiro, lutando contra o impulso de admirar por mais tempo aquela tentadora visão.

Com movimentos rápidos, despe-se e entra no chuveiro, permitindo que a água morna relaxe seus músculos tensos. No entanto, sua mente insiste em retornar à imagem de Vivienne em sua cama. O suave ranger da porta interrompe seus pensamentos, fazendo-o virar-se bruscamente.

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