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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 91

Vivienne desliza os dedos por entre os cachos, a raiva ainda pulsando em suas veias, enquanto sua bochecha queima com a lembrança do tapa. Em passos silenciosos, ela caminha até o quarto, abrindo a porta devagar. Seu coração dispara ao encontrar Dominic dormindo serenamente, alheio ao caos que acabou de acontecer em sua casa. Encostada no batente da porta, sua mão pousa instintivamente sobre o ventre, num gesto protetor.

— Agora o papai está bem, meus amores. — Vivienne sussurra, como se compartilhasse uma conversa com os filhos. Lágrimas escapam sem permissão, traçando caminhos por seu rosto, um misto de alívio ao vê-lo tão sereno e uma determinação feroz de construir algo sólido para seus filhos. — Olhem só para ele, como não se apaixonar? — Continua, sua voz treme levemente, enquanto se aproxima da cama, seus olhos admirando cada detalhe dele. Um suspiro escapa de seus lábios enquanto a razão briga com seu coração. Os gestos de proteção, o carinho genuíno, tudo nele, a faz acreditar que encontrou seu porto seguro. — Vivienne, você está perdendo o juízo. — Repreende-se, consciente de que dias não são suficientes para planejar um futuro, especialmente quando ela mesma carrega tantos segredos. — Como exigir verdades quando você mesma vive de mentiras?

Com delicadeza, ela se senta ao lado dele, seus dedos traçando suavemente o contorno de seu rosto. Num impulso que a surpreende, inclina-se para depositar um beijo suave em seus lábios.

— O que está acontecendo comigo? — Murmura, contra os lábios dele, a voz trêmula, carregada de uma mistura de confusão e medo. A vulnerabilidade a assusta, tanto quanto o impulso que a levou até aquele momento, expondo sentimentos que ela não consegue controlar.

Acomodando-se ao lado dele, Vivienne repousa a cabeça em seu peito, sentindo o ritmo suave da respiração dele. Sua mão desliza lentamente pelo abdômen, o tecido fino do pijama, tornando o toque mais íntimo. As próprias carícias provocam nela uma respiração irregular, como se a proximidade fosse mais intensa do que o esperado. Seus dedos alcançam os cabelos dele, continuando o gesto suave e quase inconsciente.

Quando o peso do sono começa a envolvê-la, trazendo um conforto quase reconfortante, o som estridente da campainha corta o silêncio, arrancando-a bruscamente de sua tranquilidade. Seu corpo se sobressalta, o coração acelerando, enquanto tenta processar o que acabou de acontecer.

— Droga! — Resmunga, erguendo-se com cuidado para não perturbar seu sono. Pega o celular da cômoda e deixa o quarto em silêncio. Seus passos apressados a levam à porta, mas seu corpo trava ao tocar a maçaneta. — Quem é? — Pergunta, sua voz treme, carregada de receio por mais confrontos.

— Farmácia, entrega. — A voz masculina do outro lado a faz soltar o ar que nem percebeu estar segurando.

— Muito obrigada! — Agradece, o alívio é evidente em sua voz ao pegar o pacote com os medicamentos.

Vivienne fecha a porta com um suspiro cansado e arrasta-se até a sala de jantar. Seus olhos percorrem meticulosamente as prescrições de Louis, enquanto conferem os medicamentos, notando a ausência de alguns. Uma nota de observação captura sua atenção, fazendo-a franzir a testa.

“Senhorita Bettendorf, apenas hoje, acorde Dominic às oito da noite para tomar a medicação e se alimentar. A partir de amanhã, peço que siga rigorosamente os horários estabelecidos para as medicações e alimentação.”

— Sim, senhor. — Resmunga, seu estômago protestando ao lembrar que não se alimentou desde que acordou. — Preciso cuidar melhor da minha alimentação. — Comenta para si mesma, arrastando-se até a cozinha. — Droga, a Joana! — Murmura, iniciando a ligação no viva-voz, enquanto vasculha a geladeira.

— Que horas você virá? — A voz ansiosa de Joana invade a cozinha antes mesmo de um “olá”.

— Amiga, é uma longa história. Uma série de acontecimentos. — Começa, a voz carregada de exaustão, mas também de algo mais profundo, como se quisesse desabafar. Contudo, antes que pudesse continuar, a campainha soa novamente, insistente e irritante. — Espere só um momento. — Pede, com um suspiro frustrado, levantando-se e caminhando até a sala com passos pesados. — Sério, um olho mágico ou um interfone resolveriam tanta coisa. Parece que qualquer um pode entrar aqui sem o menor esforço. — Resmunga, aproximando-se da porta com cuidado. — Quem é? — Pergunta, o tom carrega uma mistura de irritação e desconfiança, deixando claro que ela não está disposta a lidar com mais surpresas.

— Farmácia, entrega. — Uma voz feminina responde do outro lado. — Boa tarde. — Cumprimenta, quando a porta se abre.

— Boa tarde. — Responde, pegando o pacote com um sorriso educado. — Obrigada! — Agradece, observando a mulher se afastar. Mas, ao se virar, o mundo ao seu redor parece congelar. — Ai, meu Deus! — Exclama, o pacote escapando de suas mãos e caindo no chão quando seu corpo é subitamente pressionado contra a porta. A presença dominante de Dominic a envolve por completo, seus movimentos calculados e intensos.

— O que está fazendo aqui? — Dominic pergunta, a voz rouca e baixa, carregada de algo indecifrável, mas irresistivelmente sedutor.

As mãos dele se apoiam na porta, uma de cada lado de sua cabeça, criando uma barreira que ela não tem certeza se quer romper. A proximidade é esmagadora, mas também eletrizante, e o hálito quente dele roça levemente contra sua pele, enviando uma onda de arrepios por todo o seu corpo.

Os olhos dele, profundos e intensos, fixam-se nos dela, como se conseguissem enxergar até os pensamentos que ela tenta esconder. Ele se inclina levemente, o espaço entre os dois reduz-se a quase nada, e o silêncio ao redor é preenchido apenas pelo som de suas respirações, que se misturam.

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